Vizino abusa de adolescente grávida de 3 meses, grava cenas e ameaça matá-la

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Caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil em Amambai. — Foto: PC-MS/Reprodução

Uma adolescente de 17 anos, grávida de três meses, denunciou ter sido estuprada, ameaçada de morte e filmada sem consentimento por um vizinho de 20 anos na madrugada de sábado (30), em Amambai.

O homem também teria perseguido e assediado a irmã mais nova da vítima, de 12 anos. O caso foi revelado nesta segunda-feira (31) e está sendo investigado pela Polícia Civil.

A vítima estava sozinha cuidando de crianças

A mãe da adolescente havia saído para trabalhar e deixado a filha na casa de uma vizinha, onde ela ajudava a cuidar de três crianças. Por volta das 16h, o suspeito — marido da mulher que a acolhia — chegou e, ao encontrar a jovem sozinha.

Ele impediu que ela fechasse a porta do banheiro, segurou-a com força e a violentou sem proteção. O autor teria repetido o abuso outras duas vezes, puxando-a pelos pulsos até o quarto e ameaçando matá-la caso revelasse o ocorrido.

Filmou e compartilhou os vídeos

O suspeito gravou os atos com o próprio celular e, conforme testemunhas, chegou a mostrar e compartilhar as imagens com outras pessoas.

A esposa dele desconfiou do comportamento do marido, verificou seu telefone e encontrou os vídeos. A mãe da vítima também assistiu às gravações e confrontou a filha, que confirmou os abusos e relatou dores na barriga e na região genital.

A investigação revelou que o mesmo homem perseguia nas ruas e enviava mensagens insistentes à irmã da vítima, de apenas 12 anos, demonstrando interesse amoroso. A menina confirmou ter sido abordada diversas vezes nos trajetos de casa e da escola.

Suspeito nega; provas foram entregues à Polícia Civil

O acusado apresentou versão contrária, alegando suposto consentimento e que a adolescente teria tido iniciativa. Também admitiu ter enviado mensagens à irmã mais nova, mas alegou que estava embriagado e negou perseguição.

Diante das provas — vídeos, áudios, mensagens e depoimentos coerentes —, o suspeito e a vítima foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, que agora apura as circunstâncias e a responsabilidade criminal.