Programa federal de renegociação de dívidas chega em meio ao alto índice de inadimplência no país e em Mato Grosso do Sul
Descontos de até 90%, juros menores, parcelamento ampliado e possibilidade de usar parte do FGTS para quitar débitos. O governo federal lançou nesta semana o chamado “Desenrola 2.0”, nova etapa do programa de renegociação de dívidas voltado a milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades financeiras.
E diante da repercussão do tema, o EnfoqueMS quer ouvir os leitores:
O Novo Desenrola Brasil foi anunciado pelo governo federal com duração prevista de 90 dias e foco em pessoas com renda de até cinco salários mínimos, hoje equivalente a R$ 8.105. A proposta é permitir a renegociação de dívidas atrasadas entre 90 dias e dois anos, especialmente em modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Entre os principais pontos do programa estão:
- descontos de 30% a 90% nas dívidas;
- juros limitados a 1,99% ao mês;
- parcelamento em até 48 vezes;
- prazo para começar a pagar;
- possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil para quitar débitos.
Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 15 milhões de brasileiros já foram beneficiados pelas versões anteriores do programa, que renegociaram aproximadamente R$ 53 bilhões em dívidas. A nova fase pretende ampliar esse alcance e pode beneficiar até 20 milhões de pessoas.
O endividamento segue sendo um dos principais desafios econômicos do país. Dados citados pelo governo apontam que a inadimplência atingiu 5,3% em março de 2026, enquanto milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para manter as contas em dia. Em Mato Grosso do Sul, o cenário também preocupa, com milhares de consumidores enfrentando dificuldades para equilibrar as contas.
Nas redes sociais e fóruns online, o programa divide opiniões. Há quem veja a iniciativa como oportunidade para recuperar crédito e reorganizar a vida financeira, enquanto outros questionam se os descontos oferecidos realmente serão vantajosos ou se a medida acaba favorecendo mais os bancos.




















