Voto no segundo turno pode valer como prova de vida para beneficiários do INSS

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Urna eletrônica (Foto: Reprodução)

Comparecimento às urnas neste domingo (25) será registrado pela Justiça Eleitoral e poderá atualizar a comprovação automaticamente; quem não votar não perde o benefício por esse motivo

A ida às urnas neste domingo (25), quando será realizado o segundo turno das eleições, também pode ajudar aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a manter a prova de vida em dia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O comparecimento será informado pela Justiça Eleitoral e poderá ser usado pelo instituto para confirmar que o beneficiário está vivo, sem necessidade de apresentar comprovantes ou ir a uma agência.

Segundo o INSS, o cruzamento de dados entre os dois órgãos já está em funcionamento para as eleições de 2026. A medida busca facilitar o procedimento, especialmente para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.

Quem não votou no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, também poderá ter o comparecimento à segunda votação considerado para a prova de vida. A ausência na primeira etapa não impede que o registro do segundo turno seja utilizado pelo instituto.

Como funciona a prova de vida pelo voto?

A prova de vida é uma verificação periódica feita para confirmar que a pessoa que recebe um benefício de longa duração continua viva. Atualmente, o INSS procura essa confirmação principalmente por meio do cruzamento de informações de diferentes bases de dados públicas.

Quando o eleitor comparece à seção eleitoral, o registro pode ser consultado pela Previdência Social e utilizado na atualização da prova de vida. O procedimento é automático: não é necessário apresentar o comprovante de votação nem solicitar a atualização.

Em 2024, o cruzamento de dados eleitorais contribuiu para a atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida, segundo informações do INSS.

Quem tem 70 anos ou mais é obrigado a votar?

Não. Para pessoas com mais de 70 anos, o voto é facultativo. Isso significa que elas podem deixar de comparecer às urnas sem precisar justificar a ausência à Justiça Eleitoral.

Já os eleitores para os quais o voto é obrigatório precisam regularizar a falta no primeiro turno, mesmo que compareçam à votação deste domingo. O comparecimento no segundo turno pode servir como prova de vida para o INSS, mas não substitui a justificativa eleitoral referente à ausência anterior.

Também é importante diferenciar os procedimentos: justificar a ausência à votação não equivale a comparecer às urnas para fins de prova de vida.

Quem não votar pode perder o benefício?

Não. A ausência nas eleições, por si só, não provoca o bloqueio automático de aposentadorias, pensões ou benefícios assistenciais.

Quando não há registro de comparecimento às urnas, o INSS continua consultando outras bases de dados para verificar se o beneficiário está vivo. Entre os registros que podem contribuir para essa confirmação estão atendimentos realizados e emissão de documentos.

Se o instituto não conseguir confirmar a prova de vida pelas informações disponíveis, o beneficiário poderá ser avisado de que precisa regularizar a situação.

Para consultar se a prova de vida está atualizada, basta acessar o aplicativo ou o site Meu INSS e procurar o serviço “Prova de Vida”. A consulta também pode ser feita pela Central 135.

O INSS alerta que não solicita pagamentos nem pede dados pessoais por telefone ou visita domiciliar para realizar o procedimento. Em caso de dúvida, o segurado deve utilizar os canais oficiais do instituto. <Cite refs={[“turn455560search3″,”turn455560search5”]}/>

Quase metade dos eleitores com 70 anos ou mais faltou ao primeiro turno

Levantamento do Movimento Voto 70+, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que cerca de 8,49 milhões de eleitores com 70 anos ou mais não compareceram ao primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

O número representa 49,2% dos 17,25 milhões de eleitores dessa faixa etária aptos a votar.

A abstenção foi ainda maior entre pessoas com 80 anos ou mais: aproximadamente 4,03 milhões não foram às urnas, o equivalente a 73,1% do grupo. Entre os eleitores de 70 a 79 anos, 4,45 milhões deixaram de votar, ou 37,9%.

As mulheres representaram 60,6% dos eleitores com 70 anos ou mais que não compareceram ao primeiro turno.

A possibilidade de usar o registro de votação como prova de vida é uma alternativa para simplificar a confirmação dos dados previdenciários. Mesmo assim, quem não votar pode continuar tendo a situação regularizada por outros meios previstos pelo INSS.