1977–2027: o livro que organiza a construção da imagem de Mato Grosso do Sul

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Foto: Ana Ostapendo/FCMS

Às vésperas de completar cinquenta anos, Mato Grosso do Sul consolida sua mais ambiciosa interpretação visual e documental — uma obra iniciada em 1988 que organiza, em escala inédita, a complexidade de seu território, de sua história e de sua formação cultural.

A 3ª edição do livro Mato Grosso do Sul é de autoria do jornalista Paulo Renato Coelho Netto, que também realizou as fotografias que ilustram a publicação. Ela será lançada em formato de luxo, como Coffee table book, e também em e-book gratuito, cada versão trilíngue ganhando vida através de audiolivro em português, inglês e espanhol, convidando o leitor a vivenciar a história em múltiplas dimensões.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, iniciativas como essa contribuem para fortalecer a memória e a identidade do Estado. “É um projeto que dialoga diretamente com a valorização da nossa história e da nossa diversidade cultural. Trabalhos dessa natureza ajudam a organizar e difundir a imagem de Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso da população e projetando o Estado para além de nossas fronteiras”, afirma.

O projeto busca atualmente patrocinadores estratégicos, que podem apoiar a obra via incentivo fiscal da Lei Rouanet (Art. 18), permitindo que 100% do valor investido seja dedutível do Imposto de Renda devido. Cada patrocinador será posicionado com exclusividade por segmento de mercado, associando a marca a um projeto de alto impacto histórico e cultural, profundamente enraizado na identidade do sul-mato-grossense.

1977–2027: o livro que organiza a construção da imagem de Mato Grosso do Sul
Capa livro Mato Grosso do Sul (1ª e 2ª edição) Foto: Paulo Renato Coelho Netto

Apoiar a iniciativa significa integrar-se a um livro consolidado, referência em interpretação visual e documental do Estado, unindo visibilidade e prestígio à construção de um legado duradouro e único.

Mato Grosso do Sul 3ª Edição

Revista e atualizada, a 3ª edição será publicada no segundo semestre de 2027, coincidindo com as comemorações do cinquentenário da Divisão do Estado, tornando-se um marco editorial que celebra meio século de história, cultura e desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

O livro enfatiza o novo momento econômico do Estado, destacando industrialização, infraestrutura, a cadeia produtiva florestal e o Corredor Bioceânico: rota que liga o Brasil ao Pacífico.

Nos novos capítulos, Paulo Renato visita a Serra do Amolar, no pantanal, explora cavernas na Serra da Bodoquena e passa pelo Morro do Paxixi — Estrada Parque. Percorre a ponte em fase final de construção que ligará Porto Murtinho (Brasil) a Carmelo Peralta (Paraguai), conhecida como Ponte Internacional da Rota Bioceânica e integrante do corredor sobre o Rio Paraguai.

O Bioparque Pantanal, o maior aquário de água do mundo, em Campo Grande, também integra a publicação. Alcinópolis, no Norte do Estado, entra no roteiro com dezenas de sítios arqueológicos e arte rupestre, evidenciando a presença de grupos pré-históricos caçadores-coletores que habitaram a região entre 2.000 e 12.000 anos atrás.

Essa sequência de visitas revela a diversidade do Estado, permitindo ao leitor acompanhar Mato Grosso do Sul em múltiplas dimensões — natural, arqueológica, histórica e estratégica — combinando patrimônio cultural, inovação e relevância socioeconômica.

1977–2027: o livro que organiza a construção da imagem de Mato Grosso do Sul
Forte Coimbra Pantanal em 1999 Paulo Renato Coelho Netto

Para as primeiras edições, Paulo Renato percorreu sozinho mais de doze mil quilômetros pelo Estado, de carro e barco, fotografando e pesquisando in loco sobre turismo, cultura, geografia, história e perspectivas econômicas. Outros seis mil quilômetros devem ser percorridos para a 3ª edição.

Desde a primeira edição, a obra tem servido como referência para pesquisadores, estudantes, professores e turistas, consolidando-se como patrimônio cultural sul-mato-grossense.

As duas edições anteriores abordaram 19 cidades, o Forte Coimbra e o Pantanal sul-mato-grossense, destacando temas como o contrabando de animais silvestres e o Aquífero Guarani, maior lençol de água potável da América Latina.

Contaram também com textos do ambientalista, artista plástico e fotógrafo polonês Frans Krajcberg (1921-2017), sobre preservação ambiental, e do historiador Henrique Spengler (1958-2003), sobre povos nativos que habitaram a região, remontando há seis mil anos de ocupação pelos Macro-Gê, Guarani, Aruwak e Mbayá.

Paulo Renato entrevistou o poeta Manoel de Barros (1916-2014), homenageado nas primeiras edições. Em 2014, o livro Mato Grosso do Sul foi transformado em audiolivro pelo Instituto Sul-Mato-Grossense Para Cegos (Ismac), com patrocínio da Petrobras, garantindo acesso a deficientes visuais.

Foi distribuído pela Secretaria Estadual de Educação para todas as bibliotecas das escolas estaduais e consta no “Guia de Referências Bibliográficas da História de Mato Grosso Uno e Mato Grosso do Sul”, iniciativa do Arquivo Público Estadual e da Fundação de Cultura do Estado (2013).