18/10/2016 07h00
Agência vai incluir relatório de situação de ônibus para definir nova tarifa
Preço da passagem para 2017 deve ser definido em meados de novembro
Correio do Estado
O relatório para definir o reajuste da tarifa de ônibus em Campo Grande vai conter informações e estatística sobre as condições dos ônibus do transporte público. A Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Município (Agereg) está fazendo fiscalização quinzenalmente nas oficinas das empresas que prestam o serviço na Capital.
Apesar desse tipo de ação ser atribuição da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), a Agereg passou a atuar também por conta das inúmeras reclamações dos usuários sobre as condições dos veículos.
O trabalho fiscalizatório começou neste ano e são avaliados itens de segurança nos ônibus, situação dos pneus e rodas, estrutura da carroceria, entre outros itens.
“Essas informações serão encaminhadas ao prefeito para serem analisadas. Existe o direito ao reajuste anual por contrato, mas cabe ao prefeito a análise”, explicou a diretora-presidente da Agereg, Ritva Cecília de Queiroz Garcia Vieira.
O transporte coletivo é explorado em Campo Grande pelo Consórcio Guaicurus. As empresas que formam o grupo são as viações Campo Grande, Cidade Morena, São Francisco e Jaguar Transporte Urbano. Existem hoje 595 ônibus para atender uma média de 230 mil pessoas que utilizam o serviço diariamente.
A Agereg já abriu o processo administrativo para fazer o estudo que definirá o percentual de reajuste da tarifa, que hoje custa R$ 3,25 e R$ 3,95 (executivo). “O referido estudo tem, em geral, a duração de um mês, haja vista que necessita aguardar publicação de índices oficiais do período mais próximo a data do reajuste”, informou nota da Prefeitura de Campo Grande.
A previsão do governo municipal é que até meados de novembro o prefeito Alcides Bernal (PP) defina como ficará o valor para se andar no transporte público da Capital.
O aumento na passagem ano passado foi de 8,83% e aconteceu por meio de decreto ao invés de passar pela aprovação da Câmara, por estar dentro do índice de inflação. A publicação aconteceu no dia 18 de novembro. Em 2014, a majoração representou 11%.
VEJA O QUE INFLUENCIA A TARIFA DE ÔNIBUS
Variação percentual do preço do combustível;
Variação percentual do salário do motorista, tomando como base a convenção coletiva que tem como data-base novembro;
Variação do percentual do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado, considerando a variação ocorrida no período compreendido entre a data de cálculo da tarifa em vigor e a data de elaboração do cálculo do reajuste;
Variação percentual do índice de veículos automotores, reboques e autopeças (IPCA-Oferta Global), considerando a variação ocorrida no período compreendido entre a data de cálculo da tarifa em vigor e a data de elaboração do cálculo do reajuste;
Variação percentual do índice de passageiros pagantes por quilômetro equivalente (IPKe), considerando a variação entre o IPKe médio dos últimos 12 meses que antecederam a fixação da tarifa em vigor e o IPKe médio apurado nos 12 meses anteriores à data de elaboração do cálculo do reajuste.











