Caminhoneiros fazem manifestação em rodovias de MS

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PRF acompanha a manifestação dos caminhoneiros nas BR's de MS

Caminhoneiros que apoiam o presidente Jair Bolsonaro fazem manifestações em rodovias de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (9).

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal na BR-158, na altura do quilômetro 91, em Paranaíba, cerca de 100 manifestantes bloquearam a pista com caminhões, não havendo previsão para liberação.

Caminhoneiros fazem manifestação em rodovias de MS

Na BR-163, nas cidades de Eldorado e Naviraí, nos respectivos quilômetros 38 e 117, há interdição total da rodovia. No ponto do Km 38, a PRF já efetivou a liberação de pista a cada 30 minutos, após o primeiro contato com os manifestantes.

Já em Três Lagoas, no quilômetro 4 da BR-262, existe um ponto de concentração de manifestantes.

Em Campo Grande, não há informações de interdições, como também nas cidades de Jardim e Guia Lopes.

A PRF já está de posse de uma liminar da Justiça Federal que estabelece multa de 10 mil reais por dia caso a BR 163 seja mantida interditada. A multa poderá ser aplicada ao CNPJ ou CPF dos organizadores. Nos demais locais em que não há ainda a liminar, a PRF está solicitando por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) liminares com o mesmo teor, informou em nota a PRF.

Já em rodovias estaduais, há informação de ponto de concentração na MS-306 em Chapadão do Sul.

A mobilização nacional teve início ontem (8) no país, um dia após os atos de 7 de Setembro, mas sem registro de protestos no Estado.

As interdições continuam mesmo após o presidente Jair Bolsonaro gravar um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.

+ Presidente Bolsonaro pede fim de atos de caminhoneiros e que liberem estradas

Em nota, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) manifestou “total repúdio” às paralisações. “Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”, diz a entidade que congrega cerca de 4 mil empresas de transporte.