Mais da metade de casos de Covid no Brasil já é da ômicron, aponta levantamento

357

A variante ômicron já é responsável por 58,33% dos casos de Covid-19 rastreados no Brasil, segundo levantamento feito pela plataforma Our World in Data. Os dados correspondem à participação da nova cepa em todas as sequências analisadas até duas semanas anteriores ao dia 27 de dezembro. A variante B1.1.529 foi descoberta na África do Sul em novembro.https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?client=ca-pub-5990868310294203&output=html&h=250&slotname=1636004644&adk=4121174086&adf=2232939446&pi=t.ma~as.1636004644&w=300&lmt=1641506932&psa=1&format=300×250&url=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com.br%2Fbrasil%2F1873972%2Fmais-da-metade-de-casos-de-covid-19-no-brasil-ja-e-da-omicron-aponta-levantamento%3Futm_medium%3Demail%26utm_source%3Dgekko%26utm_campaign%3Dafternoon&flash=0&wgl=1&uach=WyJXaW5kb3dzIiwiOC4wLjAiLCJ4ODYiLCIiLCI5Ni4wLjQ2NjQuMTEwIixbXSxudWxsLG51bGwsIjY0Il0.&tt_state=W3siaXNzdWVyT3JpZ2luIjoiaHR0cHM6Ly9wYWdlYWQyLmdvb2dsZXN5bmRpY2F0aW9uLmNvbSIsInN0YXRlIjoyMiwiaGFzUmVkZW1wdGlvblJlY29yZCI6dHJ1ZX1d&dt=1641506931946&bpp=3&bdt=1287&idt=499&shv=r20220104&mjsv=m202201040101&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3D650c7f401e5ff5a7-22197a72e2cc00a3%3AT%3D1637960667%3ART%3D1637960667%3AS%3DALNI_MbVZDzMoz3V75MX46So8LoLRcK8xA&prev_fmts=0x0&nras=1&correlator=2124262876301&frm=20&pv=1&ga_vid=1101541361.1640044173&ga_sid=1641506932&ga_hid=952082438&ga_fc=1&u_tz=-240&u_his=1&u_h=768&u_w=1366&u_ah=728&u_aw=1366&u_cd=24&u_sd=0.75&dmc=4&adx=214&ady=1272&biw=1799&bih=757&scr_x=0&scr_y=0&eid=44750774%2C31063947%2C31063247%2C21067496&oid=2&pvsid=647129895477226&pem=192&tmod=959&eae=0&fc=1920&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C728%2C1821%2C757&vis=1&rsz=%7C%7CleEbr%7C&abl=CS&pfx=0&fu=0&bc=31&ifi=2&uci=a!2&btvi=1&fsb=1&xpc=BPLTbu4C31&p=https%3A//www.noticiasaominuto.com.br&dtd=526

Segundo a plataforma, ligada à Universidade de Oxford e considerada uma referência na publicação de dados sobre a pandemia, a ômicron era responsável por apenas 2,85% até o dia 13 de dezembro no país. Houve, portanto, uma explosão no número de casos em duas semanas, confirmando assim a sua alta transmissibilidade.

A variante também já é dominante em outros países, como os Estados Unidos (80% dos casos rastreados), Reino Unido (95,91%), África do Sul (93,85%), Argentina (85,11%), França (80,34%), Japão (77,12%), México (55,17%) e Chile (51,59%).

A existência da nova cepa foi reportada à OMS (Organização Mundial da Saúde) no dia 24 de novembro, após o surgimento de casos na África do Sul. Desde então, houve a confirmação de infecções provocadas pela ômicron nos cinco continentes.

No mesmo dia, ministros da Saúde de países do G7 alertaram que a variante necessitava de uma ação urgente. “A comunidade internacional enfrenta a ameaça de uma nova variante altamente transmissível da covid-19, que requer ação urgente”, disseram os ministros em um comunicado conjunto, na ocasião.

Além de ser altamente transmissível, ela conta com grande número de mutações. Até o momento, os pacientes identificados com a variante demonstraram, entre os sintomas mais comuns, cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

Na quarta-feira (5), dados preliminares de um sequenciamento genético realizado pela Secretaria Municipal da Saúde e pelo Instituto Butantan apontaram 50% de prevalência para a variante ômicron do novo coronavírus na capital paulista.

O estado de São Paulo teve um aumento de 30% em novas internações por Covid-19 nos hospitais públicos e privados na última semana. O número de novos hospitalizados com a doença subiu de 425 para 552 na primeira semana do ano, impulsionado pela ômicron, já em transmissão comunitária no Brasil, e pelas festas de fim de ano.

O mundo também registrou um novo recorde de casos de Covid-19 em apenas 24 horas, com 2,59 milhões de infecções registradas, segundo o Our World in Data.

O número foi mais uma vez impulsionado pelos Estados Unidos, que registraram 869,1 mil casos, dado inferior ao de segunda (3), quando foram contabilizados mais de 1 milhão de infectados em apenas um dia.

A OMS disse na quarta que as evidências até agora sugerem que a ômicron está causando formas menos graves da doença. No entanto, as autoridades de saúde pública alertaram que o grande volume de casos de ômicron ameaça sobrecarregar os hospitais, alguns dos quais já estão lutando para lidar com uma onda de pacientes com Covid-19, principalmente entre os não vacinados.

Fonte: Folha Press