Com a Operação Padrão dos auditores-fiscais da Receita Federal, iniciada no último dia 27 de dezembro de 2021, como parte de uma mobilização em protesto pelo corte de R$ 1,2 bilhão do orçamento da Receita em 2022, pelo descumprimento de acordo para regulamentação de um bônus de produtividade e ainda pela falta, desde 2014, de concurso público para a categoria, está resultando em quase 500 caminhões parados aguardando liberação alfandegaria nas unidades aduaneiras da Receita Federal em Corumbá, Ponta Porã e Mundo Novo, segundo dados do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).
A situação mais crítica no estado é no Porto Seco de Corumbá (Agesa), que é o principal corredor de comércio exterior do Brasil com a Bolívia e por onde passam diariamente mais de 200 carretas. No fim da tarde de ontem (19), o pátio do Porto Seco tinha 313 veículos e outros 27 fora, aguardando a abertura de vagas. Já em Mundo Novo, na fronteira com o Paraguai, o pátio da aduana também está lotado, com aproximadamente 70 caminhões.
Na alfandega de Ponta Porã, também divisa com o Paraguai, o quadro se repete, mas com números diferentes. Pelo menos 60 caminhões aguardando liberação alfandegária. Os veículos lotam o pátio e ruas próximas.
“Mesmo com a situação se agravando, o governo federal, após algumas rodadas de negociação da categoria com vários ministros, não sinaliza com o atendimento da pauta de reivindicações da classe. Além da operação padrão, auditores-fiscais que ocupavam postos de chefia também entregaram os cargos no fim do ano passado e foi adotada pela categoria a meta zero, ou seja, ações e fiscalizações não serão concluídas e projetos operacionais estão paralisados”, diz trecho da nota do sindicato.










