O ato ou ação do MPE-MS (Ministério Público Estadual de MS) foi rápido contra o ex-assessor da Câmara Municipal de Campo Grande e presidente da Associação dos Moradores do Bairro São Conrado, Robson José Ximenes, 31 anos, que em 22 dias foi denunciado por tráfico de drogas. Agora, indo a futuro julgamento judicial, o acusado, que até foi pego em flagrante, pode pegar 15 anos de prisão pelo crime, denunciado nesta terça-feira (25). Ele foi preso em flagrante com 41,5 quilos de cocaína pelo Batalhão de Choque no último dia 4 de janeiro.
Ximenes não estava sozinho, e com ele, agora também denunciado, estava o auxiliar administrativa, também então servidor público da Funesp, José Torres Júnior, 32 anos. Com eles, havia a carga de droga, que segundo avaliação policial, renderia ou valeria R$ 1 milhão.
A denúncia foi protocolada ontem, pelo promotor Rogério Augusto Calábria de Araújo. Agora, a ação será analisada pela juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, ante a dupla ter sido enquadrada no artigo 33 da Lei 11.343/2006, por tráfico de drogas, e podem ser condenados a pena de 5 a 15 anos de prisão em regime fechado.
O então assessor do vereador Ademir Santana (PSDB), Ximenes recorreu ao direito constitucional de ficar em silêncio e não responder a nenhuma pergunta da Polícia Civil. A droga estava em dois caixas de papelão dentro de um quarto de sua residência no Bairro São Conrado.
Torres revelou
Ximenes ficou ‘calado’, mas o então companheiro, revelou ou confessou a ocorrência pega pelo Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar de MS). Torres Júnior, apontou à policia, que eles teriam pego as caixas como se fossem doações no Bairro Santa Luzia. O “amigo” contou que não tinha conhecimento da droga.
Contudo, Ximenes foi ‘pego’ no caminho até a delegacia, onde dentro da viatura da Polícia Militar, ele teria lhe oferecido ajuda para criar os quatro filhos de Torres, para ele assumir a propriedade da droga.
Em depoimento à polícia, Ximenes contou que era assessor parlamentar, tinha renda mensal de R$ 5 mil e é pai de dois filhos, de 5 anos e quatro meses. Ele e Júnior estão presos desde o dia 5 de janeiro deste ano.
Demissão da Câmara
A prisão do assessor teria surpreendido o vereador. “Lamentamos o ocorrido e ficamos surpresos, mas tenho confiança no trabalho da justiça e das autoridades policiais”, disse Santana na ocasião. Ele demitiu Ximenes do cargo de assessor parlamentar.





















