Nesta terça, Cleber passou pelo terceiro de sete julgamentos em que ele é réu
Mais um para a conta de Cleber de Souza Carvalho, homem de 45 anos, que ficou conhecido como “Pedreiro Assassino” por ter cometido uma série de assassinatos em Campo Grande que foram descobertos em 2020. Nesta terça-feira (22) ele passou pelo terceiro dos sete julgamentos que enfrentará. Ele foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de seu primo, Flávio Pereira Cecé, 34 anos.
Durante os debates entre acusação e defesa, os advogados do réu tentaram deliberar, alegando que a morte ocorreu por relevante valor moral e por domínio de violenta emoção- homicídio privilegiado, no entanto os argumentos não foram aceitos pelos jurados. Sendo assim o réu foi considerado culpado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da ocultação de cadáver.
O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Luiz Alberto Garcete, deu a sentença de 14 anos prisão em regime fechado pelo homicídio e um ano pela ocultação.
O assassinato ocorreu no ano de 2015, os dois realizavam a medição de um terreno na Vila Planalto no qual os dois seriam donos, quando entraram em uma discussão por não concordarem na maneira em que o local seria dividido. Exaltado, Cleber matou o primo a pauladas e depois enterrou o corpo no próprio terreno em que estavam. A ossada só foi encontrada anos depois, após o próprio assassino indicar o local.
Em maio deste ano completam 2 anos que o pedreiro está preso. Ele confessou os crimes no início de 2020, revelando que matava sus vitimas e enterrava os corpos. O primeiro caso descoberto foi o de José Leonel e a partir daí ele acabou por confessar a autoria de mais seis crimes, inclusive cooperando com as investigações indicando onde estavam os corpos.
Com o julgamento concluído na tarde desta terça, Cleber já soma 48 anos em condenações, sendo 15 anos no 1º júri pela morte de Roberto Geraldo Clariano, o “Cenoura”, 18 anos no 2º júri pela morte de Timóteo Pontes Roman, 62 anos e o de hoje em que foi condenado a mais 15 anos pela morte de Flávio Pereira Cecé.











