Falta de medicamentos causa indignação em usuários de posto de saúde da Capital

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Unidade de saúde do Nova Bahia. (Foto: Henrique Kawaminami/CGNews)

População relata que há itens em falta a pelo menos um ano

Uma reclamação antiga, mas, muito atual tem afligido pessoas que utilizam o serviço de saúde pública do posto de saúde do Bairro Nova Bahia em Campo Grande, o problema que volta e meia causa indignação, voltou a ser assunto nesta semana. Uma das pessoas que acompanha a situação no local alega que a lista de medicamentos em falta ultrapassa os 50, afirmando ainda que alguns chegam estar a pelo menos um ano fora das prateleiras do posto de saúde.

Pacientes chegam a unidade de saúde a todo momento munidos de sua receitas, na expectativa de conseguir o medicamento sugerido pelo médico, porém, o que encontram é um belo e sonoro “está em falta na rede”. O problema maior, é que grande parte destes medicamentos são de uso muito comum, sendo receitados com frequência pelos médicos, o que acaba deixando a população sem alternativa a não ser comprar. No entanto, como já se sabe, aqueles que fazem o uso do serviço púbico de saúde em sua grande maioria não possuem condições de arcar com o preço dos remédios, deixando assim essas pessoas sem o tratamento.

Entre os remédios listados que somam um total de 53, vários são para tratamento de doenças e quadros clínicos habituais, agravando ainda mais a situação daqueles que procuram por um alívio ao se encaminhar até um posto de saúde. Vale lembrar ainda, que a dificuldade não ocorre somente na hora de conseguir os medicamentos, mas também, para marcar uma consulta, sendo necessário muitas vezes madrugar nas longas filas em busca de atendimento.

“Por exemplo complexo, tem mais de um ano em falta, cetoprofeno, dois meses, fluxonazol, Dexametasona em média uns dois meses que acabou. Planilha é outro que tem uns dois meses, além de bromoprida e Plasil”, detalha.

Não é só o tratamento que está em falta na unidade de saúde do Nova Bahia, conforme informações passadas ao Enfoque MS, um dos aparelhos que mais se utiliza na triagem dos pacientes também está em falta no local, são pelo menos dois meses sem um aparelho para medir pressão arterial. Os colaboradores se viram como podem para atender a demanda que não é das menores na região.

A reclamação dos pacientes é constante no local, mas a equipe se limita a dizer que o insumo já foi solicitado e que nada mais pode ser feito. “Entendemos que não é culpa dos médicos, atendentes e enfermeiros, mas vamos concordar que é uma situação humilhante, não ter nem como medir a pressão num posto de saúde?!”, diz uma das usuárias, insatisfeita.

A equipe de jornalismo do Enfoque MS entrou em contato com a assessoria de comunicação da Sesau que informou que dentre a lista apresentada contendo 53 medicamentos, somente 14 estão realmente em falta no estoque da rede no município. Confira quais são: Acido valproico, Bromoprida injetável, Carvedilol 6,25 mg, Carvedilol 12,5mg, Clomipramina, Complexo b injetável, Dexametasona colírio, Dexclorfeniramina xarope, Diosmina + hesperidina, Ibuprofeno comp, Loratadina xarope, Medroxiprogesterona, Metformina 500mg, Metoclopramida injetável e o Omeprazol 20mg.

Em esclarecimento a Sesau ainda declarou que atualmente, o município encontra-se com mais de 80% do estoque de medicamentos abastecido. “Estas faltas pontuais ocorrem por razões diversas, como indisponibilidade do produto, estagnação no processo de compra devido a pedidos de realinhamento de preço, bem como o não cumprimento do prazo de entrega por parte do fornecedor, razão pela qual o Município tem ajuizado frequentes ações judiciais contra estas empresas no intuito de garantir o abastecimento do medicamento e, consequentemente, evitar que haja uma descontinuidade no tratamento e assistência da população”, pontuou.