Boletim Infogripe emitido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) durante esta semana, indica redução no número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no Estado para as próximas semanas, em pessoas com faixa etária a partir de 12 anos. Porém, para os pequenos a tendência é de alta nas infecções.
O grupo considerado pelo relatório como provável foco das infecções de síndrome respiratória são os de 0 a 11 anos, sendo que os de e 0 a 4 anos, o causador é o vírus sincicial respiratório (VSR) e nas de 5 a 11, o Sars-cov, causador da covid-19.
O boletim ainda ressalta dados que indicam as possibilidades de queda e de aumento para cada grupo etário. “Informações de laboratórios sugerem que, no grupo de 0-4 anos, isso possa estar associado à interrupção da queda nos casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR). Já na faixa etária de 5-11 anos os dados laboratoriais preliminares sugerem interrupção de queda nos resultados positivos para SARS-CoV-2 (covid-19), diferentemente do que se observa nos demais grupos etários.”
Apesar dos números altos de infecção comunitária constantemente identificados em Campo Grande, o relatório aponta possibilidades de queda a longo prazo. Para Mato Grosso do Sul e mais 23 estados os sinais indicam também a queda de quadros gerados pela Srag.
O cuidado maior para este momento é com as crianças que ainda não concluíram o ciclo vacinal contra a covid-19, destacando que para essa classe, o risco é maior em uma possível infecção.
“Em função disso, é importante que os responsáveis levem suas crianças para os postos de vacinação e estejam atentos à data para a segunda dose”, afirmou o coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes. Outro ponto destacado por ele é a importância da manutenção dos cuidados tidos como básicos, no combate e prevenção ao vírus, como uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social.
Isso também vai ajudar a proteger de outros vírus respiratórios que são causa importante de internações em crianças pequenas, como é o caso do vírus sincicial respiratório. A vacinação da população adulta diminuiu radicalmente o risco de casos graves, mas a epidemia ainda está presente”, enfatiza e conclui.





















