Diversos setores dos servidores do administrativo da Prefeitura de Capo Grande iniciaram nesta quinta-feira (31), manifestações de protesto e reivindicação por benefícios financeiros e mesmo um reajuste salarial, que passe salários a ter um valor liquido de ao menos um salário mínimo, pois há muitos funcionários (veja tabela abaixo), que acabam recebendo menos que um salário mínimo nacional, que hoje é de R$ 1.100. O grupo diz que programou e irá manter agenda de protestos até amanhã no mínimo, podendo gerar uma greve dos ADM municipal.
A ação em protesto na Praça do Rádio e na porta do Paço Municipal, tem principalmente agentes da Educação e os enquadrados na categoria 14B (nível superior), dentre outros, que reivindicam pagamento de auxílio alimentação de R$ 494 e outras exigências específicas.
A organização estima que 200 servidores estão na Praça da Rádio e, caminharam até a prefeitura, na expectativa de reunir-se com representante do Executivo para discutir as propostas. No grupo, ainda estão os farmacêuticos, que iniciaram a paralisação esta manhã, suspendendo atendimento nas unidades básicas.

O secretário Municipal de Gestão, Agenor Mattiello, ao que se pronunciou, aponta que o movimento é politico e que a Capital tem limites já superados ante ainda estar em ‘caos’ da Pandeia.
“É preciso se atentar que Campo Grande ainda está sob o estado de emergência, decorrente da pandemia o que afetou o equilíbrio financeiro da prefeitura, alcançando o limite prudencial de gastos, previsto na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Assim, vejo mais um movimento em questão é “eminentemente político”, em que estão sendo procurados alguns servidores que não foram contemplados ou parcialmente atendidos com os benefícios concedidos a todos servidores ou a maior parte de acordo com peculiaridades de cda categoria”, avaliou Mattiello.
Reivindicações
O Sisem (Sindicato dos Servidores municipal) é quem puxa a ação, com o presidente da entidade e vereador Sergio Tabosa, que diz que há três anos que as categorias reivindicam auxílio alimentação e o que foi concedido hoje, de R$ 350,00, em publicação no Diogrande, não os contempla. Tabosa se refere ao ue o Enfoque MS noticiou pela manhã que a Prefeitura inclui e reajusta auxilio alimentação de profissionais da Enfermagem
As categorias querem que o valor seja de R$ 494,00, equiparando a outro grupo de servidores, como os guardas municipais e técnicos de enfermagem.
Os servidores do administrativo da Educação pedem, ainda, a incorporação do Programa Profuncionário, em que são oferecidos cursos aos servidores e que possibilita a elevação em 65% do salário base. Tabosa diz que 600 não estão recebendo o valor.
Para os da categoria 14B, pedem que se torne lei o decreto que estipula a carga horária média de 60 horas semanais. No caso dos farmacêuticos, os profissionais exigem auxílios salariais, oficialização da jornada de 30h semanais, além da definição de plano de carreira.























