
O Enfoque MS noticiou no começo da manhã desta segunda-feira (25), que Operação do Gaeco mira policiais da fronteira de MS na manhã de hoje . Os resultados começam a aparecer, onde o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), aponta que dez policiais civis (PCs) são alvos da operação desencadeada nesta manhã em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. A ação que foi ‘as ruas’ após investigações já a quase um ano, acusa que PCs cobravam propina para liberar veículos e ainda desviavam drogas apreendidas e encaminhadas as delegacias.
Conforme o Gaeco, a operação que recebeu o nome de “codicia”, que em espanhol significa “ganância”, apreendeu dinheiro e armas nas buscas de hoje. O Gaeco aponta que agentes da ativa e aposentados são acusados de série de crimes, como tráfico de drogas e cobrança de propina para liberar veículos apreendidos ou recuperados, principalmente caminhões.
“A organização criminosa formada por policiais civis é acusada de concussão (usar o cargo público para obter vantagem indevida), peculato (se apropriar ou desviar bem público) e tráfico de drogas. Os crimes, entre policias em trabalho ativo e de já aposentados, ocorreram no âmbito das delegacias de Polícia Civil em Ponta Porã”, segundo o Gaeco.
O trabalho foi acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e teve apoio de policiais militares do 4º Batalhão. Ao contrário do informado inicialmente, a investigação não envolve PMs. “Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, um mandado de medidas cautelares alternativas à prisão e 16 mandados de busca e apreensão. A 1ª e a 2ª DP foram lacradas e o atendimento ao público concentrado na Delegacia da Mulher”, divulgou o Gaeco.
Um ano de investigações
As investigações começaram em maio de 2021 após policiais civis da 2ª DP cobrarem propina para devolver às vítimas uma carreta tomada em assalto e recuperada na fronteira. Parte do pagamento foi feita por Pix, operação que ajudou a comprovar o crime.
Durante dez meses de investigação, o Gaeco identificou que a associação criminosa formada por policiais civis (aposentados e da ativa) se utilizava das delegacias de Polícia Civil de Ponta Porã para obter vantagens patrimoniais indevidas, especialmente relacionadas à gestão de veículos apreendidos e sob a responsabilidade das unidades policiais.
O grupo especial descobriu também a existência de associação para o tráfico, cuja droga comercializada era, algumas vezes, retirada do depósito da delegacia de polícia por um escrivão e repassada aos seus comparsas para a revenda. Os nomes dos alvos não foram divulgados.




















