Publicado em 07/10/2017 06h23
PDT de olho em 2018, busca novos nomes em noite de filiações
Entre os filiados, o destaque foi para o ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi. Filiação de Odilon deverá ocorrer no dia 11 de novembro.
Da redação
O PDT (Partido Democrático Trabalhista) realizou filiações de cerca de 200 novos membros na noite de sexta-feira (6), em evento realizado no auditório da Anoreg-MS (Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Entre vários representantes sindicais e comunitários, maior destaque foi a filiação do ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi e a presença do virtual candidato ao governo do estado, o juiz federal aposentado Odilon de Matos.
O ato também contou com a presença do presidente nacional da legenda pedetista, o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O deputado federal e presidente estadual do partido, Dagoberto Nogueira disse à reportagem que a filiação de Odilon deverá ocorrer no próximo dia 11 de novembro. Uma das filiações realizadas nesta sexta foi ao do ex-petista e ex-deputado federal, Antônio Carlos Biffi.
Biffi foi um dos nomes mais fortes do PT, sendo inclusive presidente do diretório regional até este ano, quando o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, venceu as eleições internas para comandar o partido.
A ascensão de grupos políticos dos quais Biffi não faz parte fez também com que ele perdesse força no PT. A insatisfação do político o fez buscar novos ares e encontrar no PDT uma sigla que pode vir a ocupar um espaço de referência na esquerda brasileira, este já considerado uma lacuna deixada pelo declínio do PT.
“Venho para o PDT junto com vários companheiros para ajudar o partido a ser forte e grande”, frisa Biffi, que completa. “O PDT vem para ocupar a centro-esquerda, a democracia popular. É um desafio na linha que eu acredito”, destaca.
Sobre a saída do PT, o ex-deputado aponta já não ter mais ânimo para seguir lá, sem perspectiva de crescimento pessoal. “Deixei o PT sem nenhum processo, sem nenhum desvio de conduta. Somente segui a risca as normas do partido”.
JUIZ ODILON
De olho no espaço social e político que eles consideram que o PT não representa mais, o partido vê em Odilon uma oportunidade de demonstrar que, apesar de tradicional, o legenda pode crescer ainda mais e representar renovação – Odilon de Oliveira Junior, filho do juiz, é vereador na Capital pela sigla.
“Espero que fiquemos do mesmo lado”, frisa o ex-parlamentar e articulador pedetista, João Leite Schimitd, que completa. “Combinamos com o Odilon de ele vir para o PDT. Ele vem, no dia 11 de novembro e de lá sai candidato a governador”, revela, aproveitando ainda para convidar as pessoas a participarem.
dilon ficou nacionalmente conhecido por prender traficantes de drogas na fronteira além de viver sob forte escolta de policiais federais. Nesta quinta, Odilon participou de uma de suas última audiência, no caso do italiano Cesare Batisti.
Odilon emitiu uma nota nesta quinta-feira (06), após a concessão de sua aposentadoria: “Com extrema e arriscada dedicação, cativando muitos inimigos no mundo do crime organizado, tanto que com escolta policial ininterrupta há 19 anos (quase 1/3 da vida)”.
“Agradeço a todos os segmentos da sociedade e à imprensa em geral e peço perdão a uma única pessoa: minha esposa Maria Divina, por haver restringido sua liberdade e lhe causado constrangimentos, por conta da escolta policial, também no interior da residência, durante metade de nossa vida conjugal. Sua compreensão foi e será fundamental”, concluiu.





















