País tem segundo caso confirmado de varíola do macaco

451
(Foto: Telam/Reprodução)

Homem de 26 anos que viajou recentemente por Portugal e Espanha foi diagnosticado, em mais um caso importado da doença

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou hoje (11) o segundo caso de varíola dos macacos, no estado e também no país. A doença foi detectada em um homem, de 29 anos, que está isolado em sua residência em Vinhedo, no interior do estado. 

O infectado viajou recentemente por Portugal e Espanha e teve os sintomas e as primeiras lesões na pele ainda na Europa. Por isso, as autoridades sanitárias consideram o caso importado. 

De acordo com o governo, o resultado positivo só foi confirmado por um laboratório espanhol após o desembarque do homem no Brasil, ocorrido no dia 8 de junho. A Vigilância Epidemiológica do município e do estado monitora o paciente e seus contatos.

Na última quinta-feira (9), o governo paulista confirmou o primeiro caso no país: um morador da capital paulista que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com boa evolução do quadro clínico.

A varíola dos macacos, em inglês, monkeypox, é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias. 

A doença pode ser transmitida ainda pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente. Não há tratamento específico contra a doença, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessário o cuidado e observação das lesões.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido utilizado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

*com informações Agência Brasil