PM prende na fronteira um dos fugitivos mais perigosos do Paraná

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Luccas definido pela polícia como extremamente perigoso (Foto: MS em Foco)

Um dos criminosos mais perigosos do Estado do Paraná onde é condenado a quase 130 anos de cadeia e foragido, foi preso pela Polícia Militar, em Ponta Porã, quando atravessava a fronteira saindo do Paraguai. Luccas Abagge, 32 anos, tem em seu currículo de crimes, segundo a polícia, assassinatos, roubos, furtos e outros. A mãe dele também é condenada por assassinar criança.

Por volta de 19h20 de ontem (18) equipe da PM em policiamento na área central da cidade, avistou veículo Celta vermelho de placas supostamente de Catalão, em Goiás, saindo do território paraguaio e adentrando em Ponta Porã pela Avenida Tiradentes com os faróis apagados e conduzido de forma suspeita, chamando a atenção dos policiais que fizeram a abordagem.

O condutor apresentou um documento falso em nome de Evandro Oliveira Ribeiro, manobra logo constatada pelos policiais em checagem minuciosa revelando o nome verdadeiro. Com a descoberta, foi apurado que Luccas estava foragido da justiça do estado do Paraná e com mandado de prisão em aberto por crimes hediondos que comete, inclusive de enorme repercussão nacional.

Violento

Durante a abordagem o fugitivo se mostrou agressivo e nervoso, mas foi contido e preso sendo levado para a Polícia Civil. Em janeiro, ele foi condenado a 54 anos por outro homicídio que aconteceu em julho 2016. Cerca de um mês antes do crime, Luccas fugiu da Penitenciária Central do Estado, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, onde estava preso por causa da morte do adolescente de 16 anos.

Luccas é filho de Beatriz Abagge, condenada a 21 anos de prisão pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, no litoral do Paraná, em 1992, no caso que ficou conhecido como “Bruxas de Guaratuba”.

Ele nega

No interrogatório na delegacia para onde foi conduzido, o homem insiste que se chama Evandro, não é criminoso e  que cruzou a fronteira de Ponta Porã com o Paraguai para buscar a esposa em um shopping.  Inclusive, o preso não assinou nenhum documento em nome de Luccas Abagge.

Conforme o registro policial por uso de documento falso, a esposa disse que o conhecia como Evandro, sem saber de condutas criminosas.