Bivar desiste da candidatura e União Brasil pode lançar Thronicke no lugar

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Luciano Bivar é o presidente do União Brasil. (Foto: Divulgação)

O nome dela poderá ser confirmado na próxima sexta-feira (5), na convenção do partido

O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, desistiu e não vai manter a pré-canditadura ao Palácio do Planalto. Ele tentará um novo mandato na Câmara dos Deputados. O posicionamento nacional do partido deverá ser anunciado na sexta-feira (5). Existe a possibilidade de uma aliança com o ex-presidente Lula e também do lançamento da senadora Soraya Thronicke na corrida presidencial.

Em carta encaminhada ao partido, Luciano Bivar desistiu de concorrer para presidente depois que a pesquisa Datafolha evidenciou que seu nome não era lembrado pelos eleitores. Bivar não chegou a pontuar na pesquisa divulgada na sexta-feira (29).

O PT esperava herdar grande parte dos votos destinados a Bivar caso ele retirasse sua candidatura, mesmo que não houvesse apoio formal do União Brasil. A aproximação com o União Brasil é tida como de grande relevância porque a legenda terá a maior fatia de fundo partidário, uma fortuna de R$ 782 milhões. Além disso, o União detém o maior tempo de propaganda de rádio e televisão e espera-se que a legenda eleja uma bancada considerável.

Com o União Brasil lançando um outro nome como candidato próprio à Presidência, a tática dos petistas terá que ser repensada.

Na carta, Luciano Bivar ainda disse que conversaria com a senadora Soraya Thronicke sobre a possibilidade de substituir na corrida presidencial. “Vou conversar com a senadora Soraya, que seria minha vice, sobre o assunto. Depois, retornarei a vocês”, escreveu.

Hoje (31), durante convenção da legenda no Recife, sua cidade natal, Bivar reiterou sua desistência e sinalizou que a legenda deve propor nome de Soraya Thronicke no seu lugar.

A parlamentar foi eleita em 2018 ao Senado. Com isso, ainda tem quatro anos de mandato como senadora, e caso não saia vencedora nas eleições para o Planalto, poderá voltar à cadeira no Senado.

Os partidos têm até o dia 15 de agosto para registar as candidaturas.