Publicado em 14/11/2017 07h49
Filho de Puccinelli é levado por policiais durante a 5ª fase da Operação Lama Asfáltica
PF, Receita e CGU cumpre 34 mandados.
Da redação
O advogado André Puccinelli Junior, filho do ex-governador do Estado, foi conduzido por policiais durante a 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, chamada de Papiros de Lama. Simultaneamente também é cumprido mandado de prisão preventiva contra o ex-chefe do Executivo estadual.
A ação foi realizada na manhã desta terça-feira (14), na casa do investigado, que fica no prédio Grand Tower, que fica na rua Paulo Coelho Machado próximo ao Shopping Campo Grande, no bairro Santa Fé.
Duas viaturas da Polícia Federal, uma viatura descaracterizada e uma da Receita Federal chegaram ao prédio onde o filho do ex-governador mora antes das 6h. André Puccinelli Junior saiu do local escoltado pelos policiais, mas não estava algemado.
A operação mira uma organização criminosa que teria causado R$ 235 milhões em prejuízos aos cofres públicos.
Na operação, estão sendo cumpridos dois Mandados de Prisão Preventiva, dois Mandados de Prisão Temporária, seis Mandados de Condução Coercitiva, 24 Mandados de Busca e Apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.
As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP), com a participação de mais de 300 Policiais Federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal.
Esta nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, confrontados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas e, ainda, corroborados por depoimentos de colaboradores, os quais participaram do esquema delituoso. As provas colhidas permitiram ratificar a linha investigativa adotada pela força-tarefa acerca do modo de atuação da quadrilha.
Restaram corroboradas as provas já existentes acerca de desvios e superfaturamentos em obras públicas, direcionamento de licitações, uso de documentos ideologicamente falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, aquisição ilícita e irregular de produtos e obras, concessão de créditos tributários direcionados, tudo com a participação de servidores públicos.
Os valores repassados a título de propina eram mascarados com diversos tipos de operações simuladas, de forma a dar falsa impressão de licitude ao aumento patrimonial dos integrantes da organização ou de dar maior sustentação financeira aos seus projetos. Uma das novas formas descobertas da lavagem de capitais era a aquisição, sem justificativa plausível, de obras jurídicas, por parte de empresa concessionária de serviço público e direcionamento dos lucros, por interposta pessoa, a integrante do grupo criminoso. Em virtude deste estratagema, a Operação foi batizada de Papiros de Lama.
Os prejuízos causados pela Organização Criminosa ao erário, levando-se em consideração as fraudes e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa passam dos R$ 235 milhões (duzentos e trinta e cinco milhões de reais). (Com informações CG News e Correio do Estado)



















