Pesquisa busca mapear os gostos dos consumidores de cerveja do Brasil

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Pesquisa quer mapear os comportamentos dos consumidores (Foto: Pixabay)

Para participar da pesquisa é só responder os questionários até o dia 31 de agosto

Uma pesquisa do podcast Surra de Lúpulo quer conhecer melhor os consumidores de cerveja do Brasil e seus gostos. De acordo com levantamento da consultoria Euromonitor, os brasileiros consumiram 14,3 bilhões de litros da bebida só em 2021. Até o dia 31 de agosto, o público poderá responder a 3ª edição da pesquisa e colaborar com os rumos do mercado cervejeiro nacional.

A consultoria explica que em um país tão extenso geograficamente e com uma sociedade tão plural, não é simples dizer quem é esse consumidor de cerveja, quais rótulos, estilos e ocasiões de consumo são as suas preferências. Com isso, a pesquisa “Retrato dos Consumidores de Cervejas 2022” quer saber quem são esses apaixonados e qual seu comportamento, para colaborar também com os rumos do mercado cervejeiro nacional.

São dois questionários, um destinado ao público que consome apenas cervejas populares e outro para os que bebem as chamadas especiais. Um, com dez perguntas, destinado ao público que consome apenas cervejas populares (como Brahma, Skol e Heineken), e outro para os que bebem, além dessas, as chamadas especiais.

As respostas podem ser enviadas até o dia 31 de agosto pelo link.

Nos dois anos anteriores, foram registradas 1006 e 2023 respostas, respectivamente. A meta agora é ampliar o alcance da pesquisa e tornar o resultado ainda mais representativo. “Se desenhássemos o retrato que as respostas de 2021 nos entregaram, o consumidor de cervejas seria: um homem, heterossexual, branco, com ensino superior completo, morador do sudeste e que bebe tanto artesanais quanto cervejas comuns. Sabemos que o Brasil não é assim, o Brasil é gigante, por isso nós queremos ir muito além. Queremos aumentar a participação de todas as regiões do país e irmos mais para o interior, não ficando restritos às capitais”, explica Ludmyla Almeida, que é sommelière de cervejas formada pelo ICB.

O resultado da pesquisa 2021 pode ser visto neste link.

Para Leandro Bulkool, o mercado cervejeiro carece desse tipo de informação, mais personalizada. “A indústria como um todo sofreu bastante nos dois últimos anos por conta da pandemia. Nossa pesquisa quer trazer dados que impactem diretamente a tomada de decisões de cervejarias com fábrica própria, brewpubs, cervejarias ciganas, bares, lojas especializadas e diversos outros agentes desse ecossistema. Se toda a cadeia estiver rodando bem, todos sairão ganhando, principalmente os consumidores”, resumiu Leandro, que é um designer apaixonado por cervejas e estudante de antropologia do consumo.