Presos investigados em operação da PF escondiam drogas no ralo de residências

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Publicado em 17/11/2017 10h45

Presos investigados em operação da PF escondiam drogas no ralo de residências

Foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão e 30 de prisão em quatro estados. Dois suspeitos foram detidos em flagrante escondidos no forro de uma residência.

G1 MS

Os presos investigados na Operação Enigma, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (17), contra tráfico internacional de drogas, tinham várias táticas para esconder os entorpecentes, até mesmo no ralo de residências.

As imagens da apreensão foram feitas pela PF no dia 29 de julho durante as investigações e divulgadas nesta sexta-feira (17).

Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão e 28 de prisão. Além disso, dois homens foram presos em flagrante escondidos no forro de uma residência.

Até a última atualização desta reportagem, dois suspeitos estavam foragidos. As ordens judiciais tinham sido expedidas inicialmente para o cumprimento no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, mas um dos suspeitos estava em viagem e foi preso em São Paulo.

Segundo o delegado Vinícius de Oliveira Binda, a quadrilha trazia a droga, em sua maioria crack e cocaína, de fornecedores do Paraguai através da fronteira com o Mato Grosso do Sul e enviava para Curitiba e cidades da Região Metropolitana. Na capital paranaense, os entorpecentes eram entregues para os distribuidores.

Além dos esconderijos nas residências, os suspeitos também utilizavam fundos falsos de carro e de caminhão para guardar os entorpecentes, além de outros locais.

Para enganar a polícia, os suspeitos ainda estabeleceram um sólido esquema de lavagem de ativos que envolvia a ocultação e fracionamento das operações financeiras, a utilização de laranjas para realização de negócios envolvendo bens adquiridos pelo grupo, a compra de veículos de luxo, imóveis rurais e outros de alto padrão no litoral de Santa Catarina.

Ao longo das investigações, que iniciaram no ano passado, foram apreendidos cerca de 400 quilos de drogas, além de carros de luxo, joias, dinheiro, entre outros.
Grande parte da droga era trazida para o Brasil escondida em caminhões, afirmou o delegado Binda. Sete dos presos atuavam como fornecedores e são todos da mesma família, segundo ele.

Os crimes investigados na operação são tráfico internacional de entorpecentes, associação para o tráfico, associação criminosa e lavagem de ativos. Um dos responsáveis por organizar o grupo já tinha passagem pela PF por tráfico de drogas.

O nome da operação é uma referência ao início da investigação quando eram desconhecidos dos investigadores a estrutura de atuação e forma de comunicação do grupo criminoso, segundo a PF.

PF falou em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (17) (Foto: Dulcineia Novaes/RPC)