Governador diz que reforma é necessária e cobra agilidade na votação

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Publicado em 23/11/2017 11h22

Governador diz que reforma é necessária e cobra agilidade na votação

Servidores impediram a realização da sessão de votação da matéria na manhã de hone (23)

Da redação

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) criticou a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa por servidores que protestam contra o projeto da reforma da previdência. Ele, durante agenda pública na manhã desta quinta-feira (23), afirmou que a reforma da previdência dos servidores é necessária para que o Estado não fique em dívida com os cerca de 27 mil inativos.

Azambuja afirma que o projeto da previdência não retira direitos dos trabalhadores e é necessário, pois em contrário não vai conseguir pagar o décimo-terceiro de 27 mil aposentados e pensionistas.

“Essa é uma discussão que eu entendo ser necessária, se não achasse, não teria encaminhado. Agora a decisão é da Assembleia, votaram em primeira e agora entra em segunda votação. Precisa ser votado, quanto mais demorar, mais dificuldades teremos. Hoje o Estado não tem garantias para pagar o décimo dos aposentados e pensionistas. Estão querendo politizar. Esse projeto não tira direito de ninguém, preserva o direito de quem já está aposentado inclusive”.

O governador afirmou que o projeto, enviado no dia 31 de outubro à Assembleia, já foi aprovado em primeira votação, ontem, e terá de pela segunda, obrigatoriamente. “Se não for hoje, vai ser amanhã”, pontuou. Ele cobrou agilidade e empenho na votação do texto do projeto.

Ao defender a necessidade de votação do projeto logo, Azambuja afirmou que o custo com os aposentados hoje é o que mais pesa no orçamento. Segundo ele, o valor chega a R$ 1 bilhão anuais. Se nada for feito, alega, esse valor dobrará em 5 anos.

“Hoje tem muita gente querendo conviver com privilégio e penalizar a sociedade. O governo do Estado tem hoje 27 mil servidores, gasta com isso R$ 1,1 bilhão. Daqui a cinco anos, se não houver mudanças, salta para R$ 2 bilhões e quem vai pagar isso? A sociedade. Meu objetivo é equilibrar as finanças”, afirma o governador.

Azambuja destacou que já existe um déficit mensal na previdência estadual, e que se medidas não fosse adotadas pelo governo, Mato Grosso do Sul correria o risco de igualar ao Estado do Rio de Janeiro, que tem atrasado o pagamento de salário do funcionalismo público.

Outro ponto citado pelo governador foi o fato que os Estados terão que se adequar à regra nacional, em discussão no Congresso Nacional.

Foto: Cleber Gellio