Após TCU ratificar nome em ‘lista suja’ vereador da Capital desiste de candidatura a deputado pelo MDB

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Foto: expediente Câmara Municipal)

O atual vereador de Campo Grande, Jamal Mohamad Salem (MDB), como então ex-secretário municipal de Saúde, foi acusado e condenado por irregularidades na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e assim entrou a alguns anos e foi ratificado no mês passado, que está na lista dos inelegíveis do TCU (Tribunal de Contas da União). Ele ainda esta recorrendo de decisões do Tribunal, mas como já foi condenado por colegiado (2ª instancia), está na ‘lista suja’, o que lhe impede de concorrer ou para tal, teria que entrar em batalha na Justiça eleitoral. Assim, desistiu da candidatura a deputado federal pelo MDB.

O ‘dr Jamal’, como é mais conhecido, é um dos 70 gestores de Mato Grosso do Sul que tiveram as contas rejeitadas pela Corte de contas e não poderão ser candidatos nas eleições deste ano. À principio, indo o pleito eleitoral, no ‘jeitinho brasileiro’, ele era até cotado para puxar a votação da legenda na chapa do ex-governador André Puccinelli (MDB).

Mas, até mesmo já tendo a iminência de ser reprovado no TRE-MS, pois incluído na lista de inelegíveis do TCU, o vereador Dr. Jamal, renunciou nesta terça-feira (30), à candidatura a deputado federal. Apesar de terem arriscado desde o inicio, agora também se ratifica, que ele enfraqueceu o MDB na luta por uma das oito vagas na Câmara dos Deputados. O partido corre o risco de repetir 2018 e não eleger nenhum parlamentar federal.

No total, a lista entregue pelo presidente em exercício do TCU, ministro Bruno Dantas, tem 6.791 nomes, sendo 712 do Centro-Oeste, incluindo os 70 de MS. A visita para a entrega da lista do TCU ao TSE costuma acontecer a cada eleição. A relação facilita o trabalho da Justiça Eleitoral, a quem cabe verificar se um candidato está ou não apto a concorrer nas eleições, conforme todos os critérios legais de elegibilidade. Veja a lista

O então grande MDB, hoje está sem nomes

A questão política tem seus altos e baixos, podendo ter maior ou menor prazo de altos e baixos. E o MDB que já foi ‘enorme’ em Mato Grosso do Sul, após escândalos e processos, hoje a sigla até está sem nomes para candidaturas. E como já mencionado, pode repetir o que começou a ocorrer a quatro anos. Em 2018, já em período de baixa, com candidato a governo somente para constar, não elegeu Parlamentares no Congresso Nacional. Em 2020, elegeu apenas dois vereadores e agora em 2022, corre novamente risco de ficar sem nada.

Agora, a direção do MDB corre contra o tempo, mas não encontrou, até o momento, nenhum nome competitivo para substituir Jamal. Cotado para substituir o emedebista, nem mesmo o ex-ministro Carlos Marun, que foi chefe da Secretaria de Governo na gestão de Michel Temer (MDB), não pretende disputar nenhum cargo nas eleições deste ano.

O MDB tinha como meta eleger pelo menos um deputado federal. O favorito seria o ex-senador Waldemir Moka (MDB). No entanto, com a desistência de Jamal e a resistência de Marun, o partido pode não atingir o quociente eleitoral de garantir pelo menos um deputado em Brasília.

Casos contra Jamal

Dr. Jamal foi condenado pelo TCU por superfaturamento no aluguel de equipamentos para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Jamal responde pelo desvio, também na Justiça estadual e chegou a ter R$ 2,028 milhões bloqueados.

No TCU, ele recorreu, mas o plenário da corte manteve a condenação. Pela regra da ficha limpa, político condenado por órgão colegiado não pode disputar eleição.