Assembleia se prepara para votação da reforma de previdência com reforço na segurança

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Publicado em 27/11/2017 12h23 – Atualizado em 27/11/2017 12h23

Assembleia se prepara para votação da reforma de previdência com reforço na segurança

Comandantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Choque e do Policiamento Metropolitano estiveram dreunidos com o presidente da Casa, Junior Mochi.

Da Redação

Comandantes das três maiores forças da Polícia Militar, em Campo Grande, se reuniram esta manhã com deputados estaduais para traçar um plano para controlar a manifestação contra a reforma da Previdência estadual, que acontece am,anhã na Casa de Leis, quanda da segunda votação do projeto.

Os comandantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Wagner Ferreira da Silva, do Batalhão de Choque, Marcus Pollet e de Policiamento Metropolitano, Renato Tolentino, estiveram durante aproximadamente uma hora com o presidente da Casa, Junior Mochi.

Tolentino, o último a deixar a reunião, confirmou que está sendo elaborada estratégia para garantir a segurança do local, que foi alvo de manifestações na quinta-feira (23), durante a primeira votação.

O prédio da Governadoria também está com segurança reforçada. Na entrada principal há diversas grades de proteção já instaladas hoje como precaução para possíveis manifestações no local.

Em relação a segurança orgânica, o presidente da Casa de Leis, acertou com a chefia de segurança para orientações sobre como vai funcionar a sessão de amanhã. Ainda hoje, ele deve se reunir com os deputados e divulgar comunicado com as regras que serão impostas para o dia da votação. Um delas será proibir a ocupação do mezanino do plenário.

O deputado Zé Teixeira (DEM), 1º secretário da Assembleia preferiu não adiantar os detalhes do plano de contingência. “Não pode ter desordem, os dois lados precisam se respeitar”, comentou apenas.

Somente a parte de baixo do plenário, que tem 196 lugares, poderá ser ocupada por pessoas sentada. O restante terá de acompanhar a sessão no saguão ou do lado de fora da sede do Legislativo estadual.

Reforma Previdenciária

Mesmo com a confusão registada na semana passada, a proposta do Executivo foi aprovada em primeira votação, por 15 votos favoráveis e 4 contrários. A proposta entregue pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) à Assembleia Legislativa, no dia 31 de outubro, prevê aumento das alíquotas de contribuição. O servidor elevaria sua parcela de 11% para 14% e o Executivo de 22% para 28%.

Atualmente, o Governo apresenta déficit de até R$ 83,7 milhões mensais com a previdência. Se a proposta for aprovada pelos deputados, os gastos mensais caem para R$ 48,5 milhões.

Mas para representantes dos servidores, a proposta é prejudicial. “O governador quer por a mão em R$ 380 milhões que rendem R$ 12 milhões por mês. Mas devem acabar em seis meses no máximo e o problema não vai ser resolvido. Vamos lutar sim, vai ter confronto se necessário”, garantiu o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinsap/MS), André Luiz Santiago. (Com informações Correio do Estado)

Manifestantes no plenário da ALMS durante protesto na quinta-feira passada