Juiz pede celeridade no laudo pericial sobre acidente que matou advogada

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Publicado em 29/11/2017 06h17

Juiz pede celeridade no laudo pericial sobre acidente que matou advogada

Motorista responde em liberdade, vigiado com tornozeleira eletrônica. Acidente aconteceu na noite do dia 1º de novembro, em Campo Grande.

G1 MS

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri Carlos Alberto Garcete de Almeida pediu celeridade do laudo pericial que apura a “causa determinante” do acidente que matou a advogada Carolina Albuquerque Machado na noite de 1º de novembro. O magistrado determinou ao Cartório para reiterar a requisição ao Instituto de Criminalística, para envio urgente.

Além disso, Garcete determinou o envio de um ofício ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) para enviar as cópias dos documentos solicitados no primeiro requerimento. O juiz também aceitou que o assistente técnico indicado pela defesa do estudante João Pedro da Silva Miranda Jorge acompanhe a investigação.

João Pedro descia a avenida Afonso Pena e Carolina cruzava pela Doutor Paulo Machado. Por causa do impacto, o veículo da advogada parou cerca de 100 metros de distância da caminhonete do estudante que tombou na rua. Testemunhas disseram que ele apresentava sinais de embriaguez e estaria em alta velocidade. Câmera de segurança registrou a batida.

No veículo de Carolina estava o filho dela de 3 anos que foi encaminhado para Santa Casa em estado grave. Depois de receber alta do hospital, ficou sob os cuidados dos pais da vítima.

O estudante fugiu do local do acidente e se apresentou à polícia três dias depois. Na última quinta-feira (23), Garcete autorizou a quebra do sigilo telefônico e bancário do suspeito após constatar que ele mentiu no interrogatório.

Segundo a polícia, a pretensão da quebra de sigilo telemático e bancário é para constatar a localização e apurar se consumiu bebida alcóolica no dia do acidente. O estudante disse que permanecer a tarde inteira na própria residência e saiu apenas na hora do acidente, mas as investigações apontam que ele teria ido à casa de um amigo e numa conveniência, onde ingeriu bebida alcoólica.

Caminhonete do estudante de medicina ficou com a frente destruída em acidente que matou advogada em Campo Grande (MS) (Foto: Reprodução/TV Morena) Caminhonete do estudante de medicina ficou com a frente destruída em acidente que matou advogada em Campo Grande (MS) (Foto: Reprodução/TV Morena)
Caminhonete do estudante de medicina ficou com a frente destruída em acidente que matou advogada em Campo Grande