Soraya paralisa campanha por falta de dinheiro ante União Brasil ter recebido maior fundo eleitoral para eleições 2022

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A senadora e candidata à Presidência Soraya Thronicke, em São Paulo –(Foto: Adriano Vizoni )

A senadora por Mato Groso do Sul, mas hoje candidata a presidente da República, Soraya Thronicke, anunciou uma inédita paralisação de campanha eleitoral, no auge de datas do pleito 2022, que falta 10 dias para seu encerramento com a votação em 02 de outubro. Conforme a parlamentar candidata, a decisão de suspender as atividades de campanha é por causa de uma crise de recursos em seu partido, o União Brasil.

A legenda União Brasil, que surgiu com a fusão entre o DEM e o PSL, se tornou o maior partido do Brasil, devido ao número de parlamentares no Congresso Nacional, e foi a sigla que mais faturou com isto, tendo recebido o maior valor do fundo eleitoral. Soraya hoje, apontou que não se estaria repassando os valores prometidos para financiar compromissos já firmados, e ela até já acionou advogados para tratar do assunto.

A interlocutores, ela já afirmou que está em uma guerra interna e pesada contra dirigentes da legenda, e disse que não admitirá ser tratada como marionete. Soraya cancelou viagens e vai se limitar a dar entrevistas para divulgar suas propostas.

O União Brasil, como já mencionado, tem a maior fatia do fundo eleitoral, onde recebeu exatos R$ 757.970.221,27 para distribuir para seus candidatos a cargos majoritários e proporcionais.

Caixa no Caixa

Além do fundo eleitoral, o União Brasil, diz contar com mais R$ 250 milhões guardados de anos anteriores para usar na eleição. Deste montante, 30% têm de ser destinados a candidaturas femininas. Mas, a crise envolvendo a distribuição de dinheiro, no entanto, tem se agravado. E outros candidatos, nos estados, têm reclamado de falta de dinheiro.

O economista Marcos Cintra (União Brasil), candidato a vice-presidente na chapa de Soraya, também vai paralisar as atividades de campanha. Ele também é filiado ao União Brasil.

De acordo com interlocutores de Cintra, uma das razões é a escassez de recursos para a candidatura, e a falta de transparência na administração dos recursos.

Como Soraya, o economista teve que cancelar compromissos agendados em outros estados. Cintra foi secretário da Receita Federal no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Defensor histórico do imposto único, ele se distanciou do ministro Paulo Guedes por divergências na condução da economia, e por Bolsonaro vetar as discussões sobre a volta da CPMF.