Publicado em 12/12/2017 06h01
Oficiais presos com armas estão detidos no Exército
Marinha diz que está acompanhando a situação dos três tenentes
Da redação
Os três tenentes da Marinha flagrados no fim de semana pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Rio Brilhante, com pistolas e acessórios traficados do Paraguai foram colocados sob prisão no Exército, em Dourados, após terem passado por audiência de custódia.
Os oficiais André Luís Nascimento Fragoso, Ivan Passos da Cruz e Clércio Gondim da Silva Júnior estavam a caminho do Rio de Janeiro, onde servem, quando ocorreu o flagrante.
Autuados pela Polícia Federal, os oficiais foram apresentados ao juízo da 2ª Vara Federal de Dourados, que manteve a prisão. Em razão da condição de militares da Marinha, e diante da falta de uma unidade dessa Força em Dourados, os três foram colocados sob custódia do Exército, à disposição da Justiça Federal.
Ontem, o 6º Distrito Naval de Ladário informou, por meio de sua assessoria que, “no momento, os militares encontram-se à disposição da Justiça Federal, no município de Dourados, e estão sendo acompanhados pelo Comando do 6º Distrito Naval”.
A PRISÂO
A prisão foi realizada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) no rodovia BR-163, em Rio Brilhante a 163 quilômetros da Capital. Os tenentes, foram abordados em um ônibus que fazia o trajeto Ponta Porã/São Paulo.
Em buscas nas bagagens dos suspeitos foram encontradas várias munições na bolsa de um deles. Questionado se estavam armados, dois informaram portar arma de fogo, porém sem registro. Desconfiados que mais armas poderiam estar escondidas, os policiais realizaram uma busca minuciosa no ônibus.
No último banco os PRFs encontraram, dentro de uma bolsa, duas espingardas calibre 12 desmontadas e com a numeração raspada; três Pistola 9 milímetros, também com a numeração raspada e 1.260 munições de diversos calibres sendo: 900 munições calibre 9 milímetros; 100 munições calibre .40 (restrito) e 260 munições calibre 12.
Os oficiais declararam que compraram as armas e munições em Pedro Juan Caballero, no Paraguai e pretendiam levá-las até o Rio de Janeiro, isso porque, alegaram, estarem sendo ameaçados por traficantes e precisam do arsenal para se defender.




















