Capital não prorroga campanha contra Pólio, mas 78% que não se vacinaram terão imunizante nos postos

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Vacina contra poliomielite (Foto: PMCG)

A imunização das crianças entre 1 e 4 anos na campanha de vacinação contra a poliomielite teve um fraquíssimo desempenho em Campo Grande, mesmo com a ação ter ocorrido por quase dois meses, já tendo tido prorrogação desde dia 8 de setembro. A campanha acabou neste sexta-feira (30), como o Enfoque MS vinha noticiando a data e lastimando que Campanha de vacinação contra Polio termina hoje com adesão insuficiente. A Capital ficou muito baixo da meta nacional de haver 95% de cobertura, atingindo irrisórios 21,3% do público alvo de 57 mil crianças.

O patamar municipal ajudou e muito ou piorou a situação do Brasil, em geral, que também foi abaixo do esperado, mas que chegou aos 67% no computo de soma de todo o Pais. O Brasil já teve uma cobertura de 95% da vacina da poliomielite, atualmente registra uma das mais baixas de sua história, com os 67%.

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), apesar da deliberação do Ministério da Saúde e da prorrogação em outras capitais do Brasil, Campo Grande não vai estender a campanha. Do público alvo, dos 57 mil, apenas 12.177 mil receberam a dose, o que representa cerca de 21,3% da meta.

Contudo, os pais e responsáveis de 78,7% das crianças que não se vacinaram, terão imunizante nos Postos para ainda buscar proteger os pequenos da Poliomielite, também conhecida como Paralisia Infantil, que está voltando no Mundo, e pode chegar ao Brasil, que erradicou a doença na década de inicio dos anos 1990. “As vacinas continuam disponíveis nas unidades de saúde e o município continuará realizando ações para tentar ampliar a cobertura vacinal. As doses seguem disponíveis nas 73 unidades básicas de saúde da Capital, informou a Sesau.

Multivacinação

A campanha de multivacinação em Campo Grande, que também acontecia neste período, incluindo todas as vacinas, também terminou nesta sexta-feira. Ao todo, foram aplicadas 24 mil vacinas, entre Sarampo, Trivalente, HPV e outras.

Mas, segundo a Sesau, cerca de 130 mil moradores têm vacinas atrasadas em Campo Grande. 

Poliomelite Brasil

Pelo menos 500 mil crianças no País não foram vacinadas contra a poliomielite. Esse número alto de pessoas sem proteção contra a doença levou a Opas (Organização Panamericana de Saúde) a incluir o Brasil na lista dos oito países da América Latina com alto risco de volta da infecção.

De acordo com a Opas, braço da OMS (Organização Mundial da Saúde) na América Latina, as baixas taxas de vacinação nesses países são um perigo para todo o continente. A região não registra um único caso da doença desde 1994.

O Brasil, que já teve uma cobertura de 95% da vacina da poliomielite, atualmente registra uma das mais baixas de sua história, 67%.