Campanha de vacinação contra Polio termina hoje com adesão insuficiente

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(Foto: PMCG)

A Campanha Nacional de Vacinação de Multivacinação, em especial contra a Poliomielite, termina nesta sexta-feira (30), sem à principio ter nova prorrogação da ação de imunizar crianças e adolescentes. Iniciada a praticamente dois meses, a meta de vacinar 95% do público alvo, está longe de ser cumprida pelo Brasil, incluindo Mato Grosso do Sul, que não deve atingir 50% dos que deveriam tomar as doses. O índice geral do País, até o momento, é de  54,21% do público-alvo sendo imunizado.

As duas maiores cidades de MS, Campo Grande e Dourados, ajudaram e muito a não se chegar na cobertura vacinal, devido a baixa procura, apesar que a Capital, está ainda pior que o setor Douradense, que ao menos, já passou pouco mais os 50% ante que Campo-grandenses devem chegar a somente aos 30%, conforme o Enfoque MS noticiou na terça-feira. A Capital CG tem 76% sem vacina contra paralisia infantil a 4 dias do fim da campanha .

Já Dourados, segundo dados do Núcleo de Imunização da Sems (Secretaria Municipal de Saúde), até a atualização desta quinta-feira (29), 52% do público alvo (crianças entre seis meses e cinco anos) foi vacinado.  O que também, mesmo com o percentual, ainda é preocupante.

“Aplicamos 7.383 doses e alcançamos 52% do público alvo. Infelizmente, um índice baixo. A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que pode provocar paralisias irreversíveis e fatais. A vacinação é a principal forma de prevenção”, reforça o gerente do Núcleo de Imunização, Edvan Marcelo Marques. 

Vacina em todos os Postos

O objetivo é reforçar as coberturas vacinais contra a pólio e outras doenças que podem ser prevenidas, além de evitar a reintrodução de vírus que já foram eliminados do país. As doses contra a poliomielite ainda estarão disponíveis nas Unidades de Saúde dos municípios e nos distritos nesta sexta-feira (30), último dia da Campanha Nacional.

Prorrogação

A campanha chegou a ser prorrogada pelo Ministério da Saúde por causa da baixa adesão. As doses estão disponíveis em mais de 40 mil salas de vacinação. A meta da pasta é imunizar 95% do público-alvo, formado por 14,3 milhões de crianças menores de 5 anos.

Crianças de 1 a 4 anos devem receber uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) previstas no esquema básico.

De acordo com o último balanço disponibilizado pelo ministério, até o momento 54,21% do público-alvo foi imunizado. O índice representa 6,2 mil doses contra a pólio distribuídas durante a campanha na faixa etária estabelecida.

Multivacinação

Para a campanha de multivacinação, as doses disponíveis são: Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Entre adolescentes com idade até 15 anos, estão disponíveis as vacinas HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada). O ministério reforça que todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Alerta

Em nota, o ministério destacou que o Brasil é referência mundial em imunização e conta com um dos maiores programas de vacinação do mundo. Anualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) aplica cerca de 100 milhões de doses. O Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a pasta, tem capacidade para vacinar 1 milhão de pessoas por dia.

“Toda a população com menos de 5 anos precisa ser vacinada para evitar a reintrodução do vírus que causa a paralisia infantil”, alertou a pasta.

De acordo com o ministério, doenças que já foram eliminadas graças à vacinação podem ser reintroduzidas no país devido às baixas coberturas, “voltando a ser um problema de saúde pública”. O Brasil já eliminou cinco doenças por meio de vacinação: a poliomielite, a síndrome da rubéola congênita, a rubéola, o tétano materno e neonatal e a varíola.