Após 5 meses, relatório de CPI do Táxi deve ser votado na próxima semana

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Publicado em 16/12/2017 07h26

Após 5 meses, relatório de CPI do Táxi deve ser votado na próxima semana

Comissão apura irregularidades na concessão de alvarás de táxi

Da redação

Após cinco meses, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal para apurar irregularidades na concessão de alvarás de táxi e mototáxi em Campo Grande, deve apresentar relatório final dos trabalhos para ser votado até a próxima semana.

De acordo com o que foi apurado, a CPI não pretendem cassar alvarás irregulares, e sim, transferir a decisão ao MPE (Ministério Público do Estado) e Agetran (Agência Municipal de Trânsito), que falhou ao armazenar registros de concessão. “A tendência não é de pedir o cancelamento, pois não temos poder e as irregularidades são sanáveis”, disse o relator da comissão Odilon de Oliveira (PDT).

“Vamos apresentar um relatório bastante propositivo, com foco em arrumar o serviço de táxi em Campo Grande. Há uma má administração dentro da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Queremos que essas falhas sejam corrigidas para fazer o táxi forte novamente. O momento é de se juntar e buscar soluções para enfrentar essa nova era”, afirmou o presidente da CPI, vereador Vinicius Siqueira (DEM).

Durante cinco meses de investigação foram identificadas empresa com 15 autorizações para operar o serviço de táxi, além de pessoas físicas que alegaram não ter vínculo entre si ainda que com os sobrenomes Sandim e Oshiro. Na fase de depoimentos houve a ameaça do uso de condução coercitiva, mas logo se recuou quando sinalizada cooperação dos investigados.

Contando com 100 páginas, o relatório final tem previsão de ser aprovado pelos integrantes da comissão na próxima semana e encaminhado ao plenário antes do recesso. Na avaliação de Francisco Carvalho, o veterinário Francisco (PSB), se torna difícil hoje cortar permissões concedidas nas décadas de 70 e 80 diante da própria ausência de documentos na Agetran.

SUSPEITA DE IRREGULARIDADES

A Comissão foi instaurada em 11 de abril deste ano, com a aprovação de 19 vereadores. A motivação para abertura da CPI aconteceu em razão de denúncias recebidas por Vinicius Siqueira de que muitos alvarás de táxi estariam concentrados com determinados grupos familiares.

Compõem o grupo de trabalho, os parlamentares: Vinicius Siqueira (DEM), Odilon de Oliveira (PDT), Veterinário Francisco (PSB), Pastor Jeremias (PT do B) e Junior Longo (PSDB).

Relatório final tem previsão de ser aprovado pelos integrantes da comissão na próxima semana e encaminhado ao plenário (Foto: Izaias Medeiros/CMCG)