A senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, mesmo que sem se eleger, acabou sendo destaque nacional nestas eleições 2022, votou cedo neste domingo (30), em escola no centro de Campo Grande. Ela declarou o já sabido voto em Lula neste segundo turno e hoje, como não havia feito antes, declarou seu voto em Eduardo Ridel para governador. Bem como, ao votar a parlamentar, apontou ser o dia mais importante para a historia e vida da atual geração brasileira, até em consonância com o que ela e petista vinham pregando na campanha, como também fez Lula hoje ao votar.
Lula vota em São Bernardo apontando o ’30 de outubro mais importante da minha vida’
“Estamos diante do dia mais importante de toda nossa geração, quando estamos falando seriamente de nosso País, de democracia e civilização. Quando apontamos diversas questões que estão sendo massacradas nos últimos anos e em defesa de tudo aquilo que sempre acreditamos e lutamos pelo MS, Brasil e Mundo, que somos responsáveis também”, disse a senadora, 3º colocada na disputa presidencial, ao chegar na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, no centro da Capital.
Simone acrescentou ainda que decidiu ficar e estava “estou do lado certo da história”, mas qualquer que seja o resultado, é importante defender a Democracia. Ela chegou acompanhada do marido, o secretário Estadual de Governo, Eduardo Rocha e assessores, e, em entrevista antes de votar, Simone disse que espera que o dia transcorra de forma serena, e, “E o mais importante, que a vontade do eleitor seja acatada”, disse.
Depois de conquistar 4,915 milhões de votos, 4,2% do total dos votos válidos no 1º turno, Simone se posicionou a favor do candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva, justificando que o fez a favor da democracia e por acreditar que a continuidade de Jair Bolsonaro no cargo é prejudicial ao País. Em Mato Grosso do Sul, irá votar no candidato do PSDB, Eduardo Riedel.
Não virei PT
O apoio a Lula, que foi enfático e com muita campanha direta para ajudar o petista, não foi personificado, lembrou a senadora, que recebeu criticas de setores conservadores de MS e pelo Brasil. Ela apontou que sempre deixou claro, que não fazia politicagem de apoio e que muito menos havia ‘virado PT’ para ter cargos, mas por ideologia de melhor ou único projeto de Democracia e Humanidade que está na disputa eleitoral.
“Eu sempre disse que não iria defender o Lula em si, que tínhamos ou temos algumas diferenças. Não virei PT de carteirinha, eu defendo um Brasil da Demcracia plena, que vem sendo atacada. Um estado democratico de direito, que vem sendo minado e um País todos/as inclusive, generoso, solidário, do amor e paz nacional. Defendo um projeto de poder e de País que inclua os 210 milhões de brasileiros. Um Brasil que não discrimine, que não seja homofóbico, misógino, que não seja racista e dê oportunidade para todos. E o único projeto de País e a favor de tudo que acredito e luto sempre, é o do campo progressita e democrático de Lula”.
Apoio também condicionado à inclusão de propostas do MDB, diz Simone
Simone voltou a afirmar que, no caso da vitória de Lula, não tem pretensão a assumir qualquer cargo. “Sou candidata a servir o país”. Sobre votar em Mato Grosso do Sul, em que a maioria do eleitorado preferiu Jair Bolsonaro para reeleição, disse que está feliz. “Como brasileira que sou e sul-mato-grossense, mesmo em um estado que pensa diferente de mim, estou feliz por estar aqui me posicionando com a coragem de mulher brasileira, de mulher sul-mato-grossense”.
Assim, a senador também ratificou que o apoio foi condicionado à inclusão de cinco pontos existentes no projeto do MDB: educação básica como prioridade, igualdade salarial entre homens e mulheres, ministérios com participação paritária, zerar fila de exames e programa de renegociação de dívidas para quem recebe até três salários mínimos.
Sobre os protestos que enfrentou pela decisão de apoiar a candidatura do PT no 2ª turno, diz que isso faz parte do momento que o Brasil vive. “Mais uma razão porque eu luto pela democracia, democracia é direito da maioria, sempre olhando e protegendo as minorias, garantir a liberdade de expressão, de ir e vir”. A senadora acredita eleitores extremistas possam passar por processo de “desintoxicação” das fake News. “Depois que eles tiverem novamente alimentos com informação correta, o povo brasileiro vai serenar os ânimos”.
Após votar, Simone disse que irá visitar família, já que está há um mês longe de casa e, depois, vai para São Paulo acompanhar o resultado da votação.
Simone aguardou pouco tempo na fila e votou logo em seguida. Na escola, encontrou o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, que também vota no mesmo local.










