MS tem mais quatro nomeados na ‘Transição’ de Lula somando 9 do Estado

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Camila, Marcelo e Marcio

Vai acabar o ano e começar o novo governo Lula, mas tem gente entrando na Equipe de Transição, ainda hoje, e, para Mato Grosso do Sul, em especial mais dois nomes. Nesta sexta-feira (2), foram nomeados um indígena, uma jovem mulher, recém vereadora, mas também recém eleita deputada federal para 2023, e outros dois homens. Assim, o Estado soma prestígio com nove integrantes nos trabalhos da ‘Transição’, que já passa dos 300 membros, sendo 270 voluntários e 50 nomeados em cargos públicos, que irão receber proventos por quase dois meses de trabalho ou pouco mais, porque alguns grupo podem continuar, mesmo com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva já instalado a partir de 1º de janeiro.

Veja baixo todos os nomes ante, hoje, iniciar Dionedson Terena, suplente de vereador em Aquidauana, como o sexto sul-mato-grossense na equipe. Ele integrará o grupo técnico dos Povos Originários. Já a deputada federal eleita é a Camila Jara (PT), que também passa a integrar a equipe de transição do governo Lula. A atual vereadora de Campo Grande, integrará o grupo técnico de trabalho da juventude. Ela é a sétima sul-mato-grossense na comissão.

Entre os outros dois homens, está Márcio Portocarrero, ex-presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MS), e Marcelo Panella, é tesoureiro nacional e presidente do PDT estadual. Segundo a publicação no Diário Oficial da União, Portocarrero, oitavo nomeado é para assumir o Grupo Técnico de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ele já foi secretário estadual de Meio Ambiente. Panella está no Grupo Técnico de Trabalho. A portaria assinada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, tem validade até 10 de janeiro de 2023.

Dionedson Terena comentou que “Há uma expectativa muito grande. Em Mato Grosso do Sul temos a segunda maior população indígena do País, onde existem inúmeras violações de direito. Esse espaço nos possibilita a busca por melhoria no atendimento à população do nosso Estado”, explica.

Situação indígena em MS

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Dionedson mora na Aldeia Bananal, é coordenador setorial de assuntos indígenas do PT em MS e integra o setorial nacional na área. Ele recebeu o apoio dos deputados Zeca do PT e Vander Loubet nesta articulação para que integrasse a equipe. Entre as propostas para inclusão no programa do novo presidente estão a reestruturação do Sesai.

O líder indígena explica que em Mato Grosso do Sul só há um distrito sanitário de saúde indígena, em Campo Grande. Ele defende a implantação de outro, em Amambai, para atender a população Guarani Kaiowá.

A reestruturação da Funai também está na pauta. Ele defende o remanejamento da sede de Ponta Porã para Amambai, onde se concentra a maior população indígena do Estado. “Queremos política para juventude, mulheres e, principalmente, solucionar a questão fundiária de Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Outros sul-mato-grossenses na comissão em ordem de chegada

-Senadora Simone Tebet (MDB) é responsável pela área de desenvolvimento social, sendo muito provável a futura titular ministra da Pasta.

  • – Cida Gonçalves – ex-secretária nacional do Combate à Violência Contra a Mulher, foi a segunda mulher sul-mato-grossense na transição do presidente eleito.
  • – João Grandão – vai atuar no grupo técnico de Desenvolvimento Agrário. O ex-deputado federal foi o coordenador da campanha de Luís Inácio Lula da Silva em Mato Grosso do Sul.
  • – Fábio Trad – deputado federal de Mato Grosso do Sul, atuará no grupo de Justiça e Segurança Pública.

– Eloy Terena – Grupo de trabalho dos Povos Originários – Advogado indígena e coordenador da Assessoria Jurídica da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Doutor pelo Museu Nacional (UFRJ). Pós-doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), Paris, França.

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Atual Vereadora Camila Jara (PT)