Polícia Federal combate propinas e fraudes no HU; desvios chegam a R$ 3,2 milhões

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Publicado em 25/01/2018 15h15

Polícia Federal combate propinas e fraudes no HU; desvios chegam a R$ 3,2 milhões

As equipes das duas instituições federais cumprem 20 mandados

Esquema criminoso que consistia em em fraudar licitações dos hospitais Universitário e Regional de Campo Grande com a prática de sobrepreço, e no desvio dos materiais comprados para estes hospitais para clínicas particulares foi descoberto pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU), e originaram a “Operação Again”, desencadeada na manhã desta quinta-feira (25). O prejuízo causado aos cofres públicos pelos investigados chega a R$ 3,2 milhões, em um total de R$ 6 milhões em contratos.

Desde as primeiras horas desta manhã, equipes das duas instituições federais cumprem 20 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Belém (PA). Dois dos investigados, informou a Polícia Federal, terão de usar tornozeleira eletrônica.

Além do sobrepreço em licitações e desvio do material comprado, os envolvidos no esquema crimonoso ainda permitiam o recebimento de produtos hospitalares com prazo de validade vencida e qualidade inferior à prevista em contrato. Também utilizaram mecanismos para dificultar as fiscalizações da CGU.

As fraudes em licitações ocorriam, sobretudo, no setor de hemodinâmica (método terapêutico e diagnóstico que usa técnicas invasivas para obter dados sobre doenças cardíacas). Os servidores recebiam propinas das empresas envolvidas no esquema. As vantagens eram pagas de forma dissimulada: pela transferência de automóveis de alto valor, ou como oferta de viagens.

Again, “novamente” em inglês, foi escolhido como nome da operação, porque a organização desarticulada desta vez utilizou a mesma metodologia do grupo investigado na Operação Sangue Frio (que também combateu desvio de dinheiro público no Hospital Universitário) em 2013).

Correio do Estado

Esquema criminoso que consistia em em fraudar licitações dos hospitais foi descoberto pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU) - Foto: Renan Nucci/Portal Correio do Estado