Associação faz piquenique e inicia celebrações do mês da Síndrome de Down

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Publicado em 05/03/2018 08h15

Associação faz piquenique e inicia celebrações do mês da Síndrome de Down

Encontro gerou troca de experiências entre pais no Parque das Nações

Iniciando as celebrações do mês em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, a Associação Juliano Varela organizou na manhã deste domingo (4), um piquenique entre as crianças da instituição e seus pais, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.

Com objetivo de socializar os pais e gerar uma troca de experiências, o encontro começou com uma roda de conversa em que os responsáveis das crianças se apresentavam e falavam um pouco da vida da família após o nascimento da criança com Síndrome de Down.

“Temos alguns pais novos na instituição e a notícia da Síndrome é sempre um choque. A nossa ideia é socializar todos e mostrar que o filho deles é capaz de tudo, desde que seja estimulado e desafiado. Geralmente a tendência dos pais é superproteger a criança”, comentou a coordenadora do setor de Estimulação Precoce, Rosângela Gauna de Oliveira Rezende.

No dia 21 de março, quando é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, ocorre uma caminhada da Juliano Varela. Assim como esse evento já virou tradição na Capital, a intenção é transformar o piquenique em um evento do calendário da instituição.

“O piquenique fará parte do calendário que abre o mês de março todos os anos. Por enquanto para os pais e crianças da Juliano Varela, mas futuramente quem sabe não abrimos para todas as crianças. Para que a sociedade conheça e entenda ainda mais sobre a Síndrome de Down e o nosso trabalho”, explicou a presidente da associação, Malu Fernandes.

CHOQUE E ALEGRIA

Há 11 meses o casal Luan Vilela, de 27 anos, e Driele Araújo, de 26 anos, tiveram o pequeno Gael com Síndrome de Down. O que foi um choque no começo, se torna alegria hoje ao ver a evolução do bebê com os trabalhos na associação.

“Foi um choque quando nos falaram logo após o nascimento. Não temos histórico na família e é o nosso primeiro filho. Chorei muito, mas hoje é uma alegria na nossa vida. Depois que começou a ir na associação melhorou muito também. Hoje ele já quer começar a engatinhar”, comentou Driele.

Ainda segundo a presidente Malu, a cada ano que se passa um novo passo é dado pela instituição em busca da inclusão das pessoas com Síndrome de Down. “Há 25 anos atrás, quando tive meu filho, o médico veio me dar a notícia como se eu estivesse levando um fardo para casa. Falavam que ele ia andar com cinco anos, que não faria nada. Hoje já avançamos muito e continuamos. Nós queremos mostrar a felicidade e alegria que é ter uma criança com Síndrome de Down em casa. Eles aprendem muito com a gente e há também a contrapartida em que nos ensinam demais”, resume emocionada.

Correio do Estado

Encontro reuniu pais e crianças da associação da Capital - Foto: Gerson de Oliveira/Correio do Estado