Aneel define hoje o índice de reajuste de tarifa de energia em MS

531
(Foto: Divulgação)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define o índice de reajuste da energia elétrica em Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (4). O reajuste da tarifa de energia elétrica da Energisa MS, vai impactar para um milhão de consumidores atendidos pela concessionária de energia elétrica (Energisa) em 74 municípios do estado.

Em consulta pública sobre o processo de Revisão Tarifária Periódica da concessionária de Energia do Estado, ocorrida no mês de fevereiro, a Aneel apresentou uma primeira estimativa, com impacto médio de 11,36% para a baixa tensão, 2,7% para alta tensão e 8,97% para efeito Médio para o consumidor.

Entretanto o diretor da Aneel, Ricardo Tili, apresentou uma nova perspectiva de índice geral de 8,9% (grupos A+B), podendo chegar a 6,5% (média alta+baixa tensão), considerando variações dos componentes referentes a energia da binacional Itaipu e nuclear de Angra.

Ainda de acordo com a Aneel, os itens que contribuíram para os índices calculados foram os encargos setoriais, compra de energia e custos de transmissão. O reposicionamento tarifário, elaborado na revisão tarifária, consiste na redefinição das tarifas em nível compatível com a cobertura dos custos operacionais eficientes e com a remuneração dos investimentos prudentes.

Já o Conselho de Consumidores de Mato Grosso do Sul (ConcenMS) defende que índice de reajuste fique abaixo dos 10%. “Para o consumidor de baixa tensão, como comerciais e residenciais, a expectativa é sair de um índice preliminar de 11,36% para “abaixo de dois dígitos”, disse a presidente, Rosimeire Costa.

Na reunião de hoje, o reator apresenta o seu voto, com os índices de reajustes por classe de consumo e os demais integrantes do colegiado votam pela aprovação ou não. Os novos valores começam a valer a partir do próximo sábado (8).

Conta de Desenvolvimento Energético

No início deste mês, a Aneel aprovou o aumento de R$ 2,9 bilhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Os usuários de todo o Brasil vão pagar R$ 34,99 bilhões para a CDE, que banca os subsídios do setor. 

A previsão da autarquia em fevereiro era que o reajuste fique próximo dos 9% para os sul-mato-grossense pode não acontecer e o índice ser superior a previsão.

Para defender um índice abaixo dos 10% o Concen estará presente na reunião da diretoria da Aneel  da próxima terça-feira (04) para sustentação oral com apresentação de dados da assessoria técnica em busca de atenuar os efeitos da Revisão Tarifária Periódica.