Publicado em 27/04/2018 06h55
Coreias do Norte e do Sul anunciam tratado de paz para encerrar guerra
Países estão divididas há 65 anos, após o armistício. Esta foi a primeira vez que um líder norte-coreano atravessou a fronteira entre os dois territórios
Da redação
As Coreias do Sul e do Norte anunciaram, nesta sexta-feira (27), um tratado de paz para encerrar oficialmente a Guerra da Coreia (1950-1953) até o final deste ano.
O principal objetivo da reunificação, segundo os líderes da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, e do Sul, Moon Jae-in, é reunir as famílias separadas pelo conflito, que já dura 65 anos.
Os líderes também concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, ultrapassou a fronteira da Zona Desmilitarizada, localizada na vila de Panmunjon, província de Gyeonggi, pela primeira vez desde o início da Guerra da Coreia.
A guerra, que começou em 1950, terminou em 1953 depois da assinatura de um armísticio, documento que garante a trégua entre os dois países.
No entanto, tecnicamente, as Coreias continuam em guerra. O tratado de paz vai substituir o documento de 1953, com o objetivo de instituir a paz entre as Coreias.
Segundo a CNN, Moon disse que “não haverá mais guerra na península da Coreia” e que “uma nova era de paz começou”.
King e Moon tiveram uma série de reuniões antes do anúncio do tratado. Ambos discutiram a desnuclearização e também sobre a reconstrução das relações entre o Sul e o Norte.
Os dois líderes expressaram o desejo de se encontrarem mais vezes no futuro. Moon se comprometeu a visitar Pyongyang, na Coreia do Norte, no outono.
Árvore
Moon e Kim também plantaram na Zona Desmilitarizada um pinheiro que nasceu em 1953, ano em que foi assinado o cessar-fogo entre as duas Coreias. A árvore recebeu ainda uma pedra em sua base, com os nomes dos dois líderes escritos, ao lado da frase “plante paz e prosperidade”.
O ato foi repleto de simbolismos. O local escolhido para o plantio é próximo de onde Chung Ju-yung, o falecido fundador do grupo Hyundai, costumava carregar seus caminhões com vacas que levava para Coreia do Norte no final da década de 1990, em um esforço de reconciliação entre os países.
Solo e água usados foram compartilhados, trazidos tanto por Kim quanto por Moon. O solo foi coletado do Monte Baekdu, na Coreia do Norte, e do Monte Halla, na Coreia do Sul. E, logo após plantado, o pinheiro foi regado com água vinda dos rios Daedong, no Norte, e Han, no Sul.
Em 2007, quando o então presidente sul-coreano Roh Moo-hyun foi recebido pelo pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, para um encontro em Pyongyang, os dois também plantaram uma árvore na capital norte-coreana.
EUA, Rússia
A Casa Branca divulgou um comunicado logo após os dois líderes se encontrarem, no qual deseja “paz e prosperidade” aos coreanos. “Por ocasião do histórico encontro do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, desejamos o melhor ao povo coreano. Temos esperança de que os diálogos irão atingir progressos em direção um futuro de paz e prosperidade para toda a Península Coreana”, diz a mensagem, assinada pela secretária de imprensa Sarah Sanders.
A Rússia considerou o encontro uma “notícia muito positiva”. O premiê japonês, Shinzo Abe, também elogiou o encontro, e que esperava que Pyongyang tomasse passos concretos. (Com informações R7 e G1)











