Obama é criticado por não comparecer à marcha contra o extremismo em Paris

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13/01/2015 11h00

Obama é criticado por não comparecer à marcha contra o extremismo em Paris

EFE Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi criticado nesta segunda-feira por não ter comparecido ou enviado altos funcionários à manifestação de domingo em Paris, em resposta aos atentados contra a revista satírica ‘Charlie Hebdo’.

François Hollande, presidente da França, foi acompanhado por líderes de todo o mundo na grande marcha em repúdio ao terrorismo e em defesa da liberdade de expressão.

A Casa Branca se esquiva das críticas porque nem Obama nem o vice-presidente, Joe Biden, que não tinham nada programado em sua agenda no domingo, foram à histórica demonstração de solidariedade em Paris.

O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, viajou à capital francesa para um encontro ministerial sobre jihadismo e antiterrorismo, e embora fosse esperado que comparecesse à manifestação, não esteve presente.

Os Estados Unidos foram representados no protesto pela embaixadora americana na França, Jane Hartley, enquanto líderes e vices de 40 países, incluindo Alemanha, Reino Unido, Jordânia, Israel e Palestina, estiveram presentes na marcha que uniu mais de um milhão de pessoas.

A imprensa americana e formadores de opinião criticaram Obama por não ter enviado um representante de alto nível, nem sequer o secretário de Estado, John Kerry, que viaja por Índia e Paquistão.

Kerry anunciou que fará uma visita a Paris nesta quinta-feira, a caminho de Washington, para se reunir com o presidente Hollande e o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius.

Na Índia, o secretário de Estado repudiou as críticas ‘triviais’ em relação à ausência de altos funcionários americanos e do presidente Obama em Paris e afirmou que a secretária de Estado adjunta para a Europa, Victoria Nuland, esteve presente na manifestação.

Obama falou por telefone com Hollande após o ataque perpetrado na quarta-feira, contra a revista satírica ‘Charlie Hebdo’, e a busca dos principais responsáveis, que manteve a tensão da expectativa durante três dias na França.

O presidente americano também visitou a embaixada francesa em Washington para apresentar suas condolências ao povo francês. EFE