Câmara da Capital analisa contratos com empresas investigadas pelo Gaeco na ‘Cascalhos de Areia’

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Foto: Izaias Medeiros/Câmara

A Câmara de vereadores de Campo Grande, em seu papel que deveria ser ativo em fiscalizar o Poder Executivo, agora, confirmado nesta quarta-feira (2), que após operação ‘Cascalhos de Areia’, irá analisar contratos com empresas investigadas e apontadas em esquema milionário que podem ter lesado os cofres público da Prefeitura da Capital. A direção da Casa de Leis, aponta que está analisando todos os contratos firmados entre o Executivo municipal e as empresas investigadas na ação do MPE-MS (Ministério Público Estadual), via o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

O presidente da Câmara, vereador Carlos Augusto (PSB), explicou que em um primeiro momento, os parlamentares irão ‘fiscalizar’ e analisar a documentação e que após verificações, se houver duvidas e indícios, não descarta uma investigação ‘profunda’ por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) em caso de irregularidades, como é apontado pela apuração ‘Cascalhos de Areia’. A operação f

Os documentos foram solicitados pela presidência da Câmara à Secretaria municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A análise é realizada pelo apoio legislativo da Câmara, que está organizando contrato por contrato para investigar se há irregularidades. “Pedi cópia de todos os contratos da Sisep. Primeiro vamos ver se realmente em algum contrato houve desvio ou não prestação do serviço contratualizado”, explicou Carlão, que mencionou não descarta CPI em caso de possível crime contra a administração pública da Capital.

Os vereadores Marcos Tabosa (PDT) e Professor André (Rede), já chegaram a tentar abrir uma CPI na Câmara, mas só tiveram assinaturas dos vereadores Valdir Gomes (PSD), Luiza Ribeiro (PT) e Tiago Vargas (PSD). E ainda contou com atuação da direção da Casa para não começar com a CPI e ir a analise como citado acima.

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Cascalhos de Areia

A operação ‘Cascalhos de Areia’ é oriunda de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que tramita na Promotoria de Justiça e apura a atuação de possível organização criminosa estabelecida para a prática de crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, relativos a contratos para manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinário de veículos junto ao Município de Campo Grande, que ultrapassam 300 milhões de reais.

A operação teve como principal alvo a empresa ALS, do empresário André Luis Soares, conhecido como André Patrola. No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, incluindo documentos na Secretaria de Obras.

Uma denúncia anônima levou o Ministério Público Estadual (MPE) à Operação “CASCALHOS DE AREIA”. O denunciante relatava suposto esquema de corrupção na empresa ALS Construtora, de propriedade de André Luis Soares, mas levou a investigação a outras três empresas.

Durante investigação, o MPE acabou encontrando participação de outras três empresas: Engenex Construções, de Edcarlos Jesus Silva e Paulo Henrique Silva Maciel: JR Comércio e Serviços LTDA, de Adir Paulino Fernandes; e MS Brasil Comércios e Serviços, também de Edcarlos Jesus Silva.