Jovem é condenado a 16 anos por tiro contra rival que deixou três feridos em bar de Dourados

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O jovem Jhonatan Ávalo Martins, 22 amos, após dois anos de praticar atentado foi condenado a pouco mais de 16 anos de prisão em regime fechado, por crimes tentativa de homicídio, após atirar e ferir três pessoas em uma lanchonete localizada na Vila Cachoeirinha, em Dourados. O caso ocorreu no dia 4 de julho de 2021 e deixou feridos à época, Petherson Fernandes Barreto, Renato Luna Meireles e Lucas Almeida Nunes. 

Na sentença, o juiz Ricardo da Mata Reis, da 3ª Vara Criminal da cidade, considerou o fato do rapaz cometer “três crimes dolosos contra a vida” e apontou ainda a ele “maus antecedentes”. Assim, e já preso desde setembro de 2021, Jhonatan teve como pena 16 anos, sete meses e 14 dias de reclusão em regime fechado. 

“Dado ao quantitativo da pena aplicada e por se tratar de crime hediondo, praticando mediante violência contra a pessoa, o regime inicial é o fechado, sendo descabida a substituição ou a suspensão condicional da pena”, diz trecho do documento condenatório. 

Além disso, o magistrado arbitrou o montante de R$ 10 mil em indenização, “o que não impede os legitimados de buscarem, perante o juízo competente, a quantia que entenderem mais adequada”, aponta outra parte.

O caso

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), no dia do fato, Jhonatan e um comparsa, identificado como Lucas, chegaram por volta de 23h50 ao estabelecimento localizado na Vila Cachoeirinha.

A intenção do rapaz era matar Petherson, condenado mediante ‘julgamento’ feito pelo chamado ‘Tribunal do Crime’, quando a organização criminosa decide pela vida ou morte de membro ou rival. 

Os dois cumpriram pena no mesmo período e teriam se conhecido na penitenciária. Jhonatan, segundo a denúncia, seria ‘disciplina’ de uma facção criminosa, enquanto Petherson se recusou a participar da organização. Diante desse fato, decidiu-se pela morte do rapaz. 

Como noticiado na época, o trio estava na lanchonete quando o jovem chegou e efetuou os disparos que além do alvo, atingiu os outros dois homens no local. 

Feridos, eles receberam atendimento médico no Hospital da Vida.

Durante as investigações, Petherson apontou Jhonatan como responsável pelo atentado e ao fim do inquérito, foi representada pela prisão preventiva dele, concedida pela Justiça e cumprida em setembro daquele mesmo ano.

Envolvidos em atentado mortos 

Apontado na denúncia do MPMS como a pessoa que acompanhou Jhonatan até o local dos disparos, Lucas de Freitas Souza Ortega, acabou assassinado a tiros uma semana depois. 

Ele estava em um veículo na rua Clóvis Beliváqua, quando recebeu diversos tiros. 

O rapaz chegou a dirigir até a casa onde morava, desceu do veículo e morreu próximo ao portão da residência. 

Já em março deste ano, Lucas Almeida Nunes, um dos feridos no atentado de 4 de julho, acabou morto a tiros na região da Vila Cachoerinha. 

Ele seguia pela rua Vasco Venâncio Soares, quando no cruzamento com a Prudêncio Campos Leite Filho foi abordado por dupla de moto. Os disparos o acertaram na cabeça e no peito.