Em Dourados Caminhões já começam a abastecer supermercados

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Publicado em 01/06/2018 12h45

Em Dourados Caminhões já começam a abastecer supermercados

Empresários preveem prejuízo de até 20% nas vendas do mês após nove dias da greve dos caminhoneiros na cidade

Os supermercados em Dourados voltaram a ser abastecidos na manhã desta sexta-feira (01) após nove dias da greve dos caminhoneiros na cidade.

O Dourados News retornou a um estabelecimento visitado na semana passada e percebeu que os impactos da manifestação ainda estão presentes nas prateleiras, porém, o diretor da unidade, Alessandro Daniel Dutra, acredita que até a próxima semana já será possível normalizar as ofertas dos produtos.

No supermercado de Alessandro, o principal setor afetado foi o de laticínios. A gondola refrigerada destinada à exposição de leites, iogurtes, queijos e demais derivados ainda continua desativada.

“Acredito que logo vamos conseguir retomar as reposições. O leite de caixinha provavelmente deve demorar um pouco mais, pois alguns produtores de laticínios interromperam as atividades por conta da greve, e agora vamos ter que esperar a retomada da produção deles até que o produto chegue às prateleiras”, explicou.

Alessandro prevê prejuízo variando entre 15% a 20% nas vendas do mês, e para racionar alguns alimentos, foi necessário manter o supermercado fechado no feriado.

“Ontem decidimos não abrir. Ficamos preocupados com a demanda e a falta de produtos. Na panificadora, a farinha dos pães tivemos que comprar aqui em Dourados mesmo e já está para acabar. Acho que até a semana que vem o carregamento chegue aqui para nós”, afirmou.

CONTROLE DE QUALIDADE

Questionado sobre o controle de qualidade dos alimentos perecíveis que ficaram parados na estrada, o gestor do supermercado afirmou que os analistas do estabelecimento estão empenhados em avaliar os prazos de validades e as condições visuais dos produtos.

“Algumas empresas tomaram algumas medidas para evitar esse tipo de risco. Alguns laticínios nem chegaram a liberar os caminhões para entrega. Nós estamos acreditando que os motoristas desses carregamentos que ficaram parados tiveram o cuidado de manter as condições necessárias para qualidade dos produtos, mas mesmo assim, estamos fazendo uma avaliação criteriosa para evitar riscos ao consumidor”, concluiu Alessandro.

Entregadores depositam cargas no depósito da empresa - Crédito: Vinicios Araújo