Mulheres de MS são premiadas entre 15 melhores parlamentares do País

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A escolha de “o melhor do ano” já começou e apesar de apenas nove meses incompletos do calendário e da atual Legislatura do Congresso Nacional, nesta quinta-feira (21), já saiu o Prêmio Congresso em Foco 2023. E Mato Grosso do Sul fez bonito com sua mulheres parlamentares, duas entre três, de 11 deputado/as e senadores, foram premiadas e estão entre melhores parlamentares federais do País. A senadora Soraya Thronicke (Podemos) e a deputada federal Camila Jara (PT), foram agraciadas com o Prêmio, sendo citadas, por júri especializado, entre os melhores no Parlamento do Brasil.

A dupla está posicionada em ‘podium’ com 15 primeiros parlamentares premiados, entre os 594 deputados/as e senadores/as. Concorreram ao prêmio os legisladores com pelo menos 60 dias de mandato em 2023. Soraia está no seu quinto ano de Senado Federal, entre oito ano de mandato, e, Camila em seus oito meses de primeiro mandato na Câmara Federal, após iniciar Legislatura em 1º de fevereiro.

Soraya foi a única de Mato Grosso do Sul entre os cinco melhores senadores (as) e Camila Jara a única do Estado entre os dez melhores deputados (as) federais. Soraya voltou a ser premiada por ser escolhida na categoria internet e Camila Jara pela defesa do clima e sustentabilidade.

Na premiação por região, Camila apareceu em segundo lugar entre os deputados, perdendo para Erika Kokay (PT/DF). Já Soraya ficou em primeiro lugar, em dobradinha de pódio com Tereza Cristina (PP), na terceira posição.

Avaliadores

O júri especializado foi composto por Priscila Cruz, presidente e co-fundadora do Todos pela Educação; Adayse Bossolani, assessora de advocacy da ACT – Promoção da Saúde; Carlos Melo, sociólogo e cientista político, mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Ricardo Sennes, sócio diretor da Prospectiva; Mara Karina Sousa-Silva, jornalista e especialista em comunicação pública; e Sylvio Costa, fundador do Congresso em Foco.

Concorreram ao prêmio deputados e senadores com pelo menos 60 dias de mandato em 2023. Para concorrerem, os parlamentares não podem responder  processos de improbidade administrativa nem a acusações criminais perante o Judiciário; e nem tivessem feito, por meio de atos e declarações, apologia da tortura, da violência ou de outras práticas em flagrante confronto com o Estado Democrático de Direito e o respeito aos direitos humanos.

Bancada ‘feminina’

A nova Legislatura no Congresso Nacional tem a maior bancada feminina da história, com 106 mulheres. O Brasil elegeu um número recorde de mulheres na Câmara dos Deputados nas eleições de 2022, com 91 deputadas federais, a maior representação de mulheres pretas ou pardas da história do parlamento brasileiro.

Todavia, ressalta-se que ainda, a representatividade ainda é baixa, representando 8% do Congresso, em um País com 56% da população autodeclarada parda ou preta. 

A Câmara dos Deputados elegeu 91 representantes mulheres, crescimento de 18% em relação às 77 deputadas federais eleitas em 2018. Dessas, 89 estão no exercício do mandato. Algumas parlamentares se licenciaram para assumir cargos nos estados ou na Esplanada, como é o caso de Sônia Guajajara (PSOL-SP), ministra dos Povos Indígenas.

No Senado, embora o número tenha caído em relação às titulares, se consideradas as suplentes, a bancada feminina também é a maior da história da Casa. Cinco senadores suplentes estão no exercício do mandato em razão da licença dos titulares. A bancada atual é de 15 senadoras. Antes, eram 12