Capital tem nova alta da Cesta básica ficando como a 4ª mais cara do Brasil

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A Cesta Básica de Campo Grande registra nova alta de preços, com 1,55% de reajustes no mês de fevereiro. Os Campo-grandenses fazem parte de alta do valor em 14 capitais brasileiras das 17 pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).Capital tem nova alta da Cesta básica ficando como a 4ª mais cara do BrasilCapital tem nova alta da Cesta básica ficando como a 4ª mais cara do Brasil A Capital de Mato Grosso do Sul, nos dois primeiros meses deste ano, tem o quarto maior custo de reajustes da cesta básica, como aumentou em 16, das 17 cidades.

No mês passado, Campo Grande, pagando R$ 748,20 pela Cesta, ficou em quinto lugar no valor pago em dinheiro e em sexta posição com o maior percentual (%) de alta, entre as 17 Capitais do País. As maiores elevações foram observadas no Rio de Janeiro (5,18%), São Paulo (1,89%), Salvador (1,86%). Vitória (1,74%), Recife (1,67%) e CG-MS com 1,55%.

Já em dois meses de 2024, Campo Grande subiu para quarta posição entre as mais caras. Os destaque para as maiores altas registradas são o Rio de Janeiro, com 12,75% de aumento; em Belo Horizonte 10,84%; Salvador 7,75%, e, Campo Grande com 7,24%. A queda aconteceu somente em Fortaleza (-0,43%), conforme o Dieese pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente.

Na comparação anual, entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, 12 capitais apresentaram alta no preço, incluindo Campo Grande, que ficou em sexto lugar em um ano de acumulado geral, com 3,93% de reajustes. As variações de alta pelo País oscilaram entre 0,32% (em Belém) e 11,64% (no Rio de Janeiro). Nesse período, houve quedas importantes registradas no Recife (-7,79%) e em Natal (-7,48%).

Por produtos

No mês passado, os produtos que mais contribuíram para o aumento no preço da cesta foram o feijão, a banana, o arroz, a manteiga e o pão francês. O feijão, por exemplo, subiu em todas as capitais analisadas pelo Dieese.

Já a banana subiu em 16 capitais, com elevações que oscilaram entre 2,62% [em Belém] e 19,83% [em Belo Horizonte] na comparação com janeiro.

Por R$

A cesta mais cara do país foi encontrada no Rio de Janeiro, onde o conjunto dos alimentos básicos custava em média, no mês de fevereiro, em torno de R$ 832,80. Em seguida apareceram São Paulo (R$ 808,38), Porto Alegre (R$ 796,81) e Florianópolis (R$ 783,36).

Nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 534,40), no Recife (R$ 559,68) e em João Pessoa (R$ 564,50).

Com base no valor da cesta mais cara [que em dezembro foi a do Rio de Janeiro] e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família (com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência).

O Dieese estimou que o valor ideal deveria ser de R$ 6.996,36 em fevereiro, ou 4,95 vezes o valor do salário mínimo atual de R$ 1.412,00.