Dono de fazenda onde gados foram flagrados mortos e agonizando em lamaçal é solto

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Alguns bovinos estavam atolados na lama e sem água. Na imagem, é possíver ver ossadas. — Foto: Polícia Militar Ambiental (PMA)/Reprodução

Preso no domingo (08) por maus-tratos contra um rebanho de gados, após quatro dias de investigação da Polícia Militar Ambiental (PMA), o dono de uma fazenda, localizada às margens do Rio Taquari, em Coxim, foi solto.

O delegado Matheus Vital, de Rio Verde de Mato Grosso, explicou que o autor assinou o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e, em razão de a pena ser de três meses a 1 ano, ou seja, inferior a 2 anos, não houve a autuação em flagrante e foi liberado.

O fazendeiro se comprometeu a cuidar dos animais, arrumando alternativa para liberar a água para o gado. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) fará a fiscalização para verificar se as ações serão cumpridas.

Ele ainda pode ser multado em R$ 3 mil por cada animal, aplicada diariamente, podendo somar mais de R$ 2 milhões. A infração prevê uma pena que varia entre 3 meses a 1 ano de detenção, conforme previsto em lei. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

Os animais foram flagrados por pescadores agonizando no lamaçal às margens do rio, alguns já estavam até morto. O vídeo foi divulgado à imprensa e nas redes sociais e os fatos levados até a PMA de Coxim.

Propriedade onde os animais foram encontrados debilitados e enfrentando a seca — Foto: Polícia Militar Ambiental (PMA)/Reprodução
Propriedade onde os animais foram encontrados debilitados e enfrentando a seca — Foto: Polícia Militar Ambiental (PMA)/Reprodução

Na apuração, as equipes encontraram a propriedade rural abandonada, com falta de água e pastagens e ainda, sem alimentos para os animais. Ao todo, mais de 50 gados foram encontrados mortos e 1 mil vivos, porém debilitados e incapazes de se locomover.

Ainda durante a vistoria, alguns policiais socorreram animais que estavam atolados em uma poça de lama e ofereceram água de garrafas térmicas para os gados. O destino dos animais ficará a cargo da Justiça, que pode pedir o sequestro de bens ou fazer o leilão.