Deputados reforçam luta na Semana Estadual de Combate à Pedofilia

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Psicóloga explicou que não há perfil que caracterize o abusador

07/05/2019 16h57
Por: Assembléia Legislativa MS

De 6 a 11 de maio ocorre em Mato Grosso do Sul a Semana Estadual de Combate à Pedofilia, criada pela Lei 3.707/2009, de autoria do deputado Professor Rinaldo (PSDB), que subiu na tribuna para reforçar a luta contra os crimes sexuais contra crianças.

“Talvez possamos intitular este como ‘o crime dos crimes’, pois está voltado justamente àqueles vulneráveis que deveriam ser cuidados. Criei essa lei após acompanhar, quando eu trabalhava no Hospital Universitário, o caso de um bebê de apenas 11 meses que perdeu a vida decorrente dos ferimentos por ser estuprado por seu padastro. Foram 10 dias de internação no CTI [Centro de Terapia Intensiva], mas não resistiu. Uma pessoa que faz isso é um monstro e com certeza tem um desvio mental”, ressaltou Rinaldo.

A Semana tem o objetivo de conscientizar a população, por meio de procedimentos informativos e educativos, para se conheça melhor o assunto e debata sobre iniciativas de combate a esse tipo de crime. O parlamentar levantou que em 2018 foram 137 casos registrados e em 2019 já são 61 registros. “Isso não deve ser nem 20% da realidade. Muitos não denunciam, porque as estatísticas mostram que onde mais acontece é no seio familiar. Ontem dei entrevista em uma rádio e uma ouvinte ligou e contou que viveu isso com uma filha e o quanto é difícil cicatrizar”, lamentou o deputado.

Para Marçal Filho (PSDB) o tema discutido é muito importante. “São uma das ações mais repugnantes. Difícil entender como alguém tem libido por uma criança. Isso é grave e o assunto deve sempre estar em evidência para que os pais prestem mais atenção naquilo que seus filhos estão fazendo na internet, uma ferramenta muito utilizada pelos pedófilos e que quanto mais debatemos o tema, mais talvez desencorajamos as pessoas que fazem isso”, destacou.

Denuncie

Para denunciar você pode ligar para o Disque 100 (Direitos Humanos), para a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 ou ligue ao 190 para Polícia Militar. Todas as ligações são gratuitas e garantidas o anonimato. Na capital, também é possível ligar diretamente à DEPCA pelo 67 3323-2500 ou nos Conselhos Tutelares.

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