Serão realizadas exposições, pintura ao vivo, desfile de moda, brechó, projeção de filmes
07/05/2019 17h20
Por: FCMS
De 3 a 25 de maio, o Centro Cultural José Octávio Guizzo se transforma num local de divulgação da cultura afro-brasileira. Serão realizadas exposições, pintura ao vivo, desfile de moda, brechó, projeção de filmes, festa à fantasia, Foodtrucks e discotecagem com DJs.
O evento, intitulado Iorubá, surgiu a partir do projeto de mesmo nome, criado pelo designer de moda Fabio Mauricio. A ideia nasceu em 2017, tendo como tema África, e busca adaptar mitos, lendas e influências da cultura do Brasil através de roupas conceituais feitas de forma artesanal e artística. “As religiões de matriz africana carregam uma tradição cheia de boas histórias e muita riqueza cultural. Porém, nem sempre essas manifestações recebem seu devido valor”, diz Fábio.
Na cultura africana os orixás são a representação de Deus na natureza. Cada um carrega uma infinidade de pontos fortes de cultura que foram introduzidos no Brasil pela entrada dos escravos vindos de várias partes da África. “A cultura brasileira é, desde seus primórdios, fortemente influenciada pela cultura africana, o que coloca o Brasil no patamar de una das culturas mais ricas do mundo contemporâneo”.
Para criar o evento, Fábio Maurício se inspirou no livro “A Mitologia dos Orixás” do professor Reginaldo Prandi. A obra retrata a grande reunião que aconteceu no palácio do grande Deus, à qual os orixás compareceram ricamente vestidos, pois iriam receber as riquezas do mundo.
Iemanjá chegou vestida com a espuma do mar; Ossaim vestiu-se com um manto de folhas perfumada; Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante; Oxum cobriu-se de ouro e trazia nos cabelos as águas verdes dos rios, Oxumarê trajava todas as cores do arco-íris e trazia nas mãos os pingos frescos da chuva; Iansã foi vestida de um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que escolheu das tempestades; Xangô cobriu-se de trovão e Oxalá estava envolto a tecido de algodão branco e a testa ostentada por uma pena de papagaio vermelha.
Foi seguindo esses relatos que Fabio Mauricio desenvolveu uma coleção de moda conceitual e que o artista plástico Ghva utilizou como ponto de partida para telas que serão pintadas durante todo o mês de maio, no Centro Cultural.





















