
Documento moderno traz CPF como número único, QR Code e versão digital; postos de atendimento estão sendo ampliados
A Carteira de Identidade Nacional (CIN), que unifica o CPF como número único de identificação, completa dois anos em Mato Grosso do Sul com mais de 651 mil documentos emitidos desde janeiro de 2024. A mudança busca mais segurança, integração de dados e praticidade, mas menos de um quarto da população do estado já adotou o novo modelo.
O documento substitui o antigo Registro Geral (RG) e reúne informações adicionais, como QR Code, código MRZ usado em passaportes, tipo sanguíneo e dados de saúde, além de possibilitar versão digital disponível no aplicativo Gov.br. A primeira via é gratuita e válida em todo o território nacional, com prazos de validade que variam conforme a idade: cinco anos para crianças de até 11 anos, dez anos para adultos de 12 a 59 anos e validade indeterminada para pessoas com mais de 60 anos.
Segundo dados do Instituto de Identificação Gonçalo Pereira (IIGP), apenas 23,18% dos 2,75 milhões de habitantes de MS já emitiram a CIN, o que coloca o estado em 17º lugar no ranking nacional proporcional de emissão. Apesar da baixa adesão, o ritmo de emissões tem crescido, com quase 28 mil documentos emitidos apenas em janeiro de 2026 e expectativa de bater recorde mensal registrado em outubro de 2024, com 32,8 mil RGs emitidos.

Para atender à demanda, Mato Grosso do Sul conta atualmente com 93 postos de identificação, quatro a mais que em 2024, incluindo novas unidades em Campo Grande, Corumbá e Santa Rita do Rio Pardo. Há previsão de expansão em Três Lagoas e Dourados ainda neste ano. A integração de alguns postos ao Detran também aumentou em cerca de 300 o número de atendimentos diários, totalizando mais de 2,5 mil agendamentos disponíveis por dia em todo o estado.
O agendamento é feito exclusivamente pela internet, pelo site da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (servicos.sejusp.ms.gov.br), sem custo para a primeira via. Em situações de urgência, o cidadão pode comparecer diretamente a um posto de identificação com documentação que justifique a necessidade imediata do RG.
Um desafio persistente é a apresentação da certidão de nascimento ou casamento em bom estado para emissão da CIN, o que pode atrasar o processo, especialmente em comunidades rurais ou indígenas. A Polícia Científica planeja mutirões, atendimentos em presídios e um projeto piloto de identificação neonatal para ampliar o acesso à documentação.
Segundo José de Anchiêta Souza Silva, coordenador-geral de Perícias, “a identidade é a porta de entrada para o exercício da cidadania. Quando o Estado amplia o acesso, garante que as pessoas possam estudar, trabalhar e acessar políticas públicas com dignidade e segurança”.
Mesmo com a adesão ainda abaixo do esperado, a combinação de documento físico e digital, expansão de postos, mutirões e atendimento on-line reforça o compromisso do estado com a inclusão civil e a modernização do sistema de identificação.
Agendamento
Na última sexta-feira (30), a Polícia Científica abriu novo agendamento on-line para emissão do novo RG. O agendamento aberto contempla atendimentos para o mês de março. No entanto, ainda há inúmeras vagas disponíveis para o mês de fevereiro, tanto na Capital quanto no interior do Estado.
Atualmente, são disponibilizadas 2.842 vagas diárias em Mato Grosso do Sul, sendo 1.000 vagas por dia em Campo Grande e 1.842 vagas no interior do Estado. O agendamento é realizado exclusivamente de forma on-line, sem custo para a primeira via do documento.



















