Um valor mensal seria pago a Idenor Machado, Cirilo Ramão e Pedro Pepa, ambos enfretam julgamento
15/05/2019 10h40
Por: Da redação
Os vereadores Cirilo Ramão (MDB), Idenor Machado (PSDB) e Pedro Pepa (DEM) estão sendo acusados de receberem “mesadas” pagas por empresários de Campo Grande para facilitar um esquema de corrupção na Câmara Municipal de Dourados.
Segundo a reportagem do Campo Grande News, a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul ao Poder Judiciário foi feita após a Operação Cifra Negra, que levou para a cadeia, em dezembro do ano passado, os três vereadores, quatro empresários, um ex-vereador e dois ex-servidores da Câmara.
Os vereadores estão afastados da Câmara por ordem da Justiça desde dezembro, e enfrentam processo de cassação por quebra de decoro.
Julgamento
A sessão para julgamento de Cirilo será às 17h desta quarta-feira (15). Já Pepa será julgado amanhã (16) ao meio-dia.
O relatório sobre Idenor Machado ainda não foi entregue e o prazo encerra no domingo (19).
Denúncias
Nas 57 páginas em que detalhou as investigações ao Poder Judiciário e denunciou políticos, ex-servidores da Câmara e empresários da Capital pelo esquema criminoso, o Ministério Público afirmou que Idenor Machado, Pedro Pepa, Cirilo Ramão e o ex-vereador Dirceu Longhi (PT), na condição de integrantes da Mesa Diretora, eram beneficiários das vantagens indevidas repassadas pela Quality Sistemas, pertencente a Denis da Maia, acusado de ser o cabeça do esquema ao lado de Idenor.
Em um notebook apreendido na sede a Quality em Campo Grande, no dia 5 de dezembro, o MP encontrou planilhas relatando o pagamento de quase R$ 170 mil em propina para vereadores e servidores da Câmara de Dourados.
Ainda de acordo com o MP, após o ex-homem de confiança de Idenor no esquema, Alexandro Oliveira de Souza ser demitido, foi Cirilo Ramão que assumiu a função de se deslocar até a sede da Quality em Campo Grande para buscar o dinheiro da propina. As transações de dinheiro da corrupção ocorriam até o dia da operação, segundo o MP. Três empresas do esquema ainda tinham contrato com a Câmara até dezembro do ano passado.





















