Documento é essencial para declaração, que deve começar em março
O prazo está correndo para quem vai declarar o Imposto de Renda em 2026. Empresas e instituições financeiras têm até sexta-feira (27) para enviar aos contribuintes o informe de rendimentos, documento essencial para o preenchimento da declaração.
A entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 deve começar em 16 de março e terminar em 29 de maio, mas a Receita Federal do Brasil ainda não confirmou oficialmente o calendário nem divulgou as regras deste ano. As normas relativas ao programa e ao prazo final devem ser anunciadas na primeira quinzena de março.
Funcionários e prestadores de serviço que não receberem o informe até o fim desta semana devem procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Segundo a Receita, o empregador que deixar de fornecer o comprovante no prazo, ou enviá-lo com erros, pode ser multado.
Para que serve o informe
O documento reúne informações sobre todos os rendimentos recebidos ao longo do ano anterior, o Imposto de Renda retido na fonte e as contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No caso dos bancos, o informe detalha saldos e aplicações financeiras. Já operadoras de planos de saúde e instituições de ensino devem fornecer comprovantes de valores pagos, que podem ser usados para deduções. Esses dados permitem que a Receita cruze informações e identifique inconsistências ou possível omissão de rendimentos.
Quem precisou declarar em 2025
No ano passado, esteve obrigado a declarar quem:
- Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888;
- Teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;
- Obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos;
- Realizou operações em bolsa acima de R$ 40 mil;
- Teve receita bruta superior a R$ 169.440 em atividade rural.
As novas regras para 2026 ainda serão divulgadas.
Como se preparar
Especialistas recomendam organizar com antecedência documentos como informes bancários, recibos médicos e educacionais, comprovantes de aluguel e dados de dependentes.
Também é importante reunir informações sobre bens e direitos — como imóveis, veículos, investimentos e criptomoedas — e avaliar se a declaração completa ou a simplificada é mais vantajosa. No modelo simplificado, é aplicado desconto padrão de 20% sobre a renda tributável; já na declaração completa, é possível deduzir despesas legais.




















