Mais uma morte por complicações da febre chikungunya foi registrada em Dourados. Trata-se de um idoso de 78 anos, morador da área urbana, que tinha doença respiratória crônica e diabetes.
Conforme o documento, o idoso apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 14 de maio, sendo internado já no dia seguinte, no Hospital Universitário da UFGD. Apesar dos esforços das equipes médicas, o paciente não teve melhoras e faleceu na quarta-feira (03).
Com isso, o município chega a 14 óbitos confirmados desde o início do ano. A atualização consta no Relatório Epidemiológico Diário, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Secretaria Municipal de Saúde.
Perfil das vítimas
Dados mostram que metade das mortes ocorreu em pessoas com idade entre 69 e 82 anos, grupo mais vulnerável por causa da idade e doenças pré-existentes.
Também houve registro de óbitos em bebês de 1 e 3 meses, uma criança de 12 anos e adultos de 29 a 55 anos. Do total, 10 das 14 vítimas são indígenas, população que foi profundamente atingida nos primeiros meses da epidemia.
Além dos casos já confirmados, outras quatro mortes seguem em investigação:
- Área urbana: mulher de 74 anos (doença renal e hipertensão), homem de 71 anos (diabetes) e homem de 43 anos (sem doenças prévias registradas)
- Reserva Indígena: jovem de 19 anos, que teve sintomas em 14 de março e morreu em 29 de maio no Hospital da Missão
Todos os materiais são enviados ao Laboratório Central (Lacen), em Campo Grande, para análise definitiva.
Transmissão segue muito alta
O relatório alerta que a taxa de positividade permanece entre 50% e 54%: isso significa que, de cada 100 pessoas que procuram atendimento com sintomas, mais da metade está realmente infectada — um índice considerado muito acima do limite de segurança, que é de apenas 5% segundo a Organização Mundial da Saúde. Apesar de leve queda recente, a epidemia segue ativa e intensa.
- Área urbana: 4.500 casos confirmados, mais 406 em investigação
- Reserva Indígena: 2.100 casos confirmados, com 266 aguardando diagnóstico
Enquanto na zona rural e nas aldeias os números começam a cair, na área urbana a circulação do vírus continua forte e os atendimentos ainda crescem, causando sobrecarga na atenção básica, nas emergências e na ocupação de leitos hospitalares.
Alerta à população
As autoridades reforçam que a doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que o controle depende da eliminação de criadouros. Mesmo com a queda em algumas regiões, os números ainda são alarmantes e mostram que o combate não pode parar.
A maioria das pessoas apresenta sintomas leves, mas idosos, crianças pequenas, gestantes e quem tem doenças crônicas têm risco muito maior de complicações graves ou evolução para óbito. Qualquer sintoma, como febre alta, dor intensa nas articulações, manchas na pele e cansaço extremo deve ser avaliado rapidamente por profissionais de saúde.





















