Riedel diz que não vai pedir votos para o PT: “Vou apoiar o adversário do presidente Lula!”

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Governador Eduardo Riedel (Foto: Saul Schramm/Secom)

Sem grandes surpresas, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou nessa terça-feira (24) que vai apoiar a indicação do ex-presidente e réu por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL), para a disputa presidencial de logo mais. Atualmente, o nome que se tem trabalhado na mídia é do filho dele próprio, Flávio Bolsonaro (PL).

O assunto foi debatido em entrevista concedida ao programa CB Poder, do jornal Correio Braziliense, em Brasília (DF), onde o governador sul-mato-grossense cumpre agenda. Segundo a fala dele, há uma relação de respeito com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, porém, não vai pedir votos em prol dele.

“Acho que é uma eleição em que vamos ver o presidente Lula, o PT, contra um adversário. E eu vou apoiar o adversário do presidente Lula. O candidato que está posicionado nesse campo da direita. Vai ser o palanque nosso no Mato Grosso do Sul”, declarou, completando que não acredita na existência de uma terceira via na disputa.

O político também emendou que terão vários concorrentes classificados como da direita. “Eu vejo um conjunto de candidatos à direita. Provavelmente um, dois ou até três estarão no primeiro turno e, no segundo turno, isso vai polarizar para um candidato à direita e outro provavelmente à esquerda”, disse, citando nomes como de Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Júnior (PSD) e Eduardo Leite (PSD).

Ainda sobre Lula, o governador declarou que é grato pelo investimento e parceria em prol de Mato Grosso do Sul, mas tem opiniões contrárias. “Eu tenho divergências políticas com o governo federal. Sou de outra visão política. Agora, tenho uma relação administrativa de muito respeito com o governo federal”, afirmou.

Riedel também confirmou que é pré-candidato à reeleição e articula uma coalizão de centro-direita e mais uma vez atacou o PT. “Vai ser uma eleição contra o PT, que deve ter candidato ao governo e ao Senado”, destacou, enfatizando que será uma disputa regional polarizada novamente. Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.